O SAMURAI: Matador Sozinho e Frio, Alain Delon em um Filme Clássico

Alain Delon é um dos grandes nomes da história do cinema francês. Nascido em 08 de novembro de 1935, fez seu nome não somente por seu talento na arte de representar, como por sua beleza invulgar (na década de 60 era uma referência masculina para as mulheres do mundo inteiro) e pela escolha rigorosa dos filmes em que trabalhava. A crítica legendária do THE NEW YORK TIMES Janet Maslin o chamou de “insolentemente lindo”. Ganhou muitos prêmios de interpretação como o César, o David di Donatello, o Urso de Ouro de Berlin e uma Palma de Ouro em Cannes.

Delon esteve em obras cinematográficas como OS SICILIANOS (Henri Verneuil), O LEOPARDO e ROCCO E SEUS IRMÃOS (Luchino Visconti), O SOL POR TESTEMUNHA e PARIS ESTÁ EM CHAMAS? (René Clement), EXPRESSO PARA BORDEAUX (Jean Pierre Melville), O ECLIPSE (Michelangelo Antonioni), A PISCINA e BORSALINO (Jacques Deray), a nata do cinema francês e europeu.

O SAMURAI, de Jean Pierre Melville é um dos trabalhos mais famosos de Alain Delon. Aqui ele vive Jef Costello, um assassino profissional que ao executar um trabalho é visto por diversas pessoas em um nightclub, inclusive a cantora (a atriz nascida na Martinica Cathy Rosier) que se apresentava no local. Perseguido por um inspetor obcecado pela verdade (François Perrier, de NOITES DE CABÍRIA), ele tem que se virar com os mandantes do crime ao mesmo tempo em que tenta sustentar seu álibi com uma garota de programa (Nathalie Delon, esposa do ator).

A grande característica do personagem Costello é sua extrema solidão. Morando sozinho, tendo apenas um passarinho como companhia, ele segue o modelo de um samurai. O SAMURAI sempre é citado por grandes nomes do cinema como um dos filmes que mais lhes influenciou. São nomes como Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Francis Coppola, Jim Jarmusch, David Fincher, Bernardo Bertolucci e os Irmãos Coen.

Maslin, ao escrever sua crítica do filme no NY Times, disse: “Iniciando o filme com uma soberba frase falsa (“Não existe maior solidão que a do Samurai, menos talvez aquela do Tigre na selva”, escrita pelo cineasta mas atribuída ao Livro do Bushido Japonês), Mr. Melville atingiu esta simplicidade através de uma sofisticada visão do gênero. Seu estilo permanece impressionante e elegantemente , apenas certo para o tipo de assassino profissional que vive em silêncio, em despojadas e despidas vizinhanças, com uma solitária gaiola de um pássaro.”

Realmente o filme tem uma classe e um rigor únicos. É um clássico do cinema francês.

Alain Delon is one of the great names in the history of French cinema. Born on November 8, 1935, he made his name not only for his talent in the art of acting, but for his unusual beauty (in the 60s he was a male reference for women all over the world) and for the rigorous choice of films in which worked. THE NEW YORK TIMES legendary critic Janet Maslin called him “insolently beautiful”. He won many acting awards such as César, David di Donatello, the Golden Bear in Berlin and the Palme d’Or in Cannes.

Delon was in cinematographic works such as LE CLAN DES SICILIENS (Henri Verneuil), IL GATOPARDO and ROCCO I SU FRATELLI (Luchino Visconti), PLEIN SOLEIL and IS PARIS BURNING? (René Clement), LE FLIC (Jean Pierre Melville), ECLIPSE (Michelangelo Antonioni), THE SWIMMING POOL and BORSALINO (Jacques Deray), the cream of French and European cinema.

LE SAMOURAI (GODSON), by Jean Pierre Melville is one of Alain Delon‘s most famous works. Here he lives Jef Costello, a professional killer who, when performing a job, is seen by several people in a nightclub, including the singer (the Martinique-born actress Cathy Rosier) who performed there. Pursued by an inspector obsessed with the truth (François Perrier, of NIGHTS OF CABIRIA), he has to make do with those responsible for the crime while trying to support his alibi with a call girl (Nathalie Delon, the actor’s wife).

The great characteristic of the Costello character is his extreme loneliness. Living alone, with only a little bird for company, he follows the model of a samurai. SAMURAI is always mentioned by big names in cinema as one of the films that most influenced them. They are names like Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Francis Coppola, Jim Jarmusch, David Fincher, Bernardo Bertolucci and the Coen Brothers.

Maslin, writing his review of the film in the NY Times, said: “Beginning his film with a superb bogus quote (”There’s no greater solitude that the Samurai’s, unless perhaps it be that of the tiger in the jungle,” written by the film maker but attributed to the Japanese ”Book of Bushido”), Mr. Melville achieved this simplicity through a sophisticated overview of the genre. His style remains haunting and elegantly spare, just right for the kind of hit man who lives in silence, in bare and colorless surroundings, with a lonely caged bird.”

The film really has a unique class and rigor. It is a classic of French cinema.

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