O SATÂNICO DR. NO: O Nome é Bond, James Bond (A Primeira Vez a Gente Não Esquece)

Nestes tempos de isolamento social, hoje resolvi rever 007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO, de Terence Young, o primeiro filme de 007 James Bond, produzido pela dupla famosa Albert R. Broccoli e Harry Saltzman.

Baseado em um livro do escritor inglês Ian Fleming, DR. NO conta a história da missão recebida pelo agente secreto inglês para ir à Jamaica ajudar os americanos a investigar o que está causando interferências nos vôos dos foguetes que partem de Cabo Canaveral, na Flórida. 007 vai se deparar com o primeiro de muitos vilões que sonham conquistar o mundo, no caso o Dr. No.

O filme já tinha muitos dos símbolos que fariam da franquia 007 a mais longeva da história, chegando agora ao seu 25o. filme. O tema musical de 007, uma das músicas mais famosas da história do cinema, composto por Monty Norman e gravado em 1962 por John Barry e orquestra. Os créditos iniciais – sempre inovadores e expressivos – de autoria de Maurice Binder (um craque do gênero), a utilização da clássica abertura onde 007 vem andando observado através do cano de uma arma, se vira, dá um tiro e o sangue tinge a tela, as bondgirls, os personagens clássicos como M, Miss Monneypenny, o agente da CIA Felix Leiter, as canções temas e muito outros elementos marcantes.

A primeira Bondgirl (e talvez a mais famosa de todas) foi a atriz Suíça Ursula Andress, então com 26 anos, quando saiu do mar da Jamaica para história, a bordo de seu biquini branco inesquecível. Ela era Honey Rider, o primeiro dos nomes de mulheres típico dos filmes de 007 (quem pode esquecer a Pussy Galore, de Goldfinger?). Ursula Andress foi modelo em Roma e se mudou para Hollywood em 1955, onde teve um namoro com James Dean. Aqui em Dr.No, se diz que foi dublada porque seu sotaque arrastado não ficava bem na sensual Honey Rider. Apesar de ter somente 1,68m de altura, nas telas sempre pareceu um mulherão.

Sean Connery, ator escocês com 32 anos estreou como Bond, papel que viveu em outros seis filmes. Para muitos, até hoje é o melhor 007 do cinema. Seu jeito cínico, frio e violento (retomado muitos anos depois pelo personagem já com o ator Daniel Craig) caiu muito bem para o personagem mais famoso de Ian Fleming.

No elenco de DR. NO, estavam Jack Lord (anos depois o Steve McGarret da primeira versão de Hawaii 5.0), Bernard Lee (o primeiro “M”), Louis Maxwell, Joseph Wiseman (um Dr.No assustador, hoje quase ingênuo), e Anthony Dawson.

Terence Young, o diretor do filme nasceu em Shangai, formou-se em Cambridge e iniciou no cinema como roteirista. Fez três filmes de 007. Tem outros filmes famosos, como UM CLARÃO NAS TREVAS, SOL VERMELHO e O SEGREDO DA COISA NOSTRA.

Visto 58 anos depois de feito, DR. NO ainda é um filme fascinante, embora certas coisas tenham ficado demasiadamente datadas, como os efeitos especiais e gadgets de 007 (revolucionários à época e hoje meio risíveis).

Como grande fã dos filmes de 007, rever DR. NO foi, outra vez, uma experiência cinematográfica deliciosa.

In these times of social isolation, today I decided to review DR. NO, by Terence Young, the first 007 James Bond film, produced by the famous duo Albert R. Broccoli and Harry Saltzman.

Based on a book by English writer Ian Fleming, DR. NO tells the story of the mission received by the British secret agent to go to Jamaica to help Americans investigate what is causing interference with rocket flights from Cape Canaveral, Florida. 007 will come across the first of many villains who dream of conquering the world, in this case Dr. No.

The film already had many of the symbols that would make the 007 franchise the longest-lived in the history of cinema, now reaching its 25th. movie. The musical theme of 007, composed by Monty Norman and recorded in 1962 by John Barry and orchestra. The initial credits – always innovative and expressive – by Maurice Binder (a star of the genre), the use of the classic opening where 007 has been walking through the barrel of a gun, turns around, shoots and blood tints the canvas , bondgirls, classic characters like M, Miss Monneypenny, CIA agent Felix Leiter, theme songs and many other striking elements.

The first Bondgirl (and perhaps the most famous of all) was the Swiss actress Ursula Andress, then 26, when she left the Jamaican Sea for history, aboard her unforgettable white bikini. She was Honey Rider, the first of the women’s typical names of the 007 films (who can forget Goldfinger’s Pussy Galore?). Ursula Andress was a model in Rome and moved to Hollywood in 1955, where she dated James Dean. Here at Dr.No, it is said that she was dubbed because her dragged accent did not look good on the sensual Honey Rider. Despite being only 1.68m tall, on the screens he always looked like a big woman.

Sean Connery, a 32-year-old Scottish actor, debuted as Bond, a role he played in six other films. For many, it is still the best 007 in cinema. His cynical, cold and violent manner (taken up many years later by the character with actor Daniel Craig) fell very well for Ian Fleming‘s most famous character.

In the cast of DR. NO, were Jack Lord (years later Steve McGarret from the first version of Hawaii 5.0), Bernard Lee (the first “M”), Louis Maxwell, Joseph Wiseman (a scary Dr.No, now almost naive), and Anthony Dawson.

Seen 58 years after it was done, DR. NO is still a fascinating film, although certain things have become too dated, like the special effects and gadgets from 007 (revolutionary at the time and now somewhat laughable).

As a big fan of the 007 films, review DR. NO was, again, a delightful cinematic experience.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.