A UM PASSO DA ETERNIDADE: Lição Exemplar de Como Fazer um Filme Eterno

O que faz um filme virar eterno? Com certeza, história, direção e elenco. Quando esta trilogia se concerta com êxito, o filme sempre é ótimo. Mas para ser eterno, é necessária a presença de outros elementos agregados que o projetem ao longo de décadas.

Um destes filmes forever é A UM PASSO DA ETERNIDADE, que o cineasta austro-húngaro Fred Zinneman dirigiu em 1953 e que ganhou nada menos que 8 Oscars (Filme, Ator Coadjuvante para Frank Sinatra, Atriz Coadjuvante para Donna Reed, Diretor, Roteiro, Fotografia, Som e Montagem).

Rever A UM PASSO DA ETERNIDADE sempre é uma lição de cinema e uma delícia para os sentimentos. Ë um filme excepcional.

Tem um elenco fora de série: Burt Lancaster, Deborah Kerr, Montgomery Clift, Frank Sinatra, Ernest Borgnine, Dona Reed, Phillip Ober, Jack Warden e Tim Ryan. Só este cast teve 5 indicações ao Oscar com duas vitórias. Todos os desempenhos são memoráveis.

Tem um história maravilhosa que mistura os horrores da guerra (a ação se passa quando o Japão bombardeia Pearl Harbor), os conflitos profissionais e pessoais do ambiente militar, as paixões alucinantes e proibidas e as amizades que fazem um dar a vida pelo outro.

E, de quebra, desafiou o código moral da época com uma impressionante cena de beijo na praia entre os personagens Warden (Lancaster) e Karen (Deborah Kerr), auge do romance proibido de um sargento com a esposa do Capitão que comanda o regimento.

Formalmente, A UM PASSO DA ETERNIDADE é impecável. A fotografia em preto e branco é das melhores da história. A edição das cenas é elétrica e palpitante. A trilha sonora mescla ritmos locais, rock e músicas épicas.

Para somar ainda mais à mística do filme, há a história de que o escritor Mario Puzzo, ao inserir no livro O PODEROSO CHEFÃO, a famosa cena em que o Conselieri Tom Hagen (Robert Duvall), a pedido de Dom Corleone (Marlon Brando) viaja a Hollywood para interceder pelo ator Johnny Fontane (Al Martino) junto ao diretor de cinema Jack Woltz (John Marley), estava se referindo à tempestuosa relação entre Frank Sinatra e o diretor Fred Zinemann. Muitas vezes desmentida, a história segue sendo contada.

A UM PASSO DA ETERNIDADE é um daqueles filmes em que tudo se juntou para dar certo. Será lembrado (e curtido) para sempre.

What makes a film eternal? Certainly, history, direction and cast. When this trilogy is successful, the film is always great. But in order to be eternal, the presence of other aggregated elements that project it over decades is necessary.

One of these films forever is FROM HERE TO ETERNITY, which Austro-Hungarian filmmaker Fred Zinneman directed in 1953 and won no less than 8 Oscars (Film, Supporting Actor for Frank Sinatra, Supporting Actress for Donna Reed, Director, Screenplay, Photography , Sound and Editing).

Reviewing FROM HERE TO ETERNITY is always a lesson in cinema and a delight for feelings. It is an exceptional film.

It has an outstanding cast: Burt Lancaster, Deborah Kerr, Montgomery Clift, Frank Sinatra, Ernest Borgnine, Dona Reed, Phillip Ober, Jack Warden and Tim Ryan. This cast alone had 5 Oscar nominations with two victories. All performances are memorable.

It has a wonderful story that mixes the horrors of war (the action takes place when Japan bombs Pearl Harbor), the professional and personal conflicts of the military environment, the hallucinating and forbidden passions and the friendships that make one give one’s life for the other.

And, in addition, the movie defied the moral code of the time with an impressive scene of kissing on the beach between the characters Warden (Lancaster) and Karen (Deborah Kerr), the height of a sergeant’s forbidden romance with the captain’s wife who commands the regiment.

Formally, FROM HERE TO ETERNITY is impeccable. Black and white photography is one of the best in history. The editing of the scenes is electric and throbbing. The soundtrack mixes local rhythms, rock and epic music.

To add even more to the mystique of the film, there is the story that the writer Mario Puzzo, when inserting in the book THE GODFATHER (the masterpiece of Coppola), the famous scene in which Conselieri Tom Hagen (Robert Duvall), at the request of Dom Corleone (Marlon Brando) travels to Hollywood to intercede for actor Johnny Fontane (Al Martino) with film director Jack Woltz (John Marley), he was referring to the stormy relationship between Frank Sinatra and director Fred Zinemann. Often denied, the story continues to be told.

FROM HERE TO ETERNITY is one of those films in which everything came together to be successful. It will be remembered (and liked) forever.

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