SOL VERMELHO: Western (Quase) Clássico Misturou Ladrões, Samurais, Comanches e Prostitutas

SOL VERMELHO, filme que Terence Young dirigiu em 1971 é um western que mistura elementos de muitos filmes em um só. Sua estética é de spaghetti western, lembrando os filmes iniciais de Sérgio Leone (embora o talento de Young como cineasta seja incomparável ao de Leone).

Como o filme OS SETE SAMURAIS, de Akira Kurosawa havia feito um sucesso extraordinário no mundo inteiro, em 1954, Young importou para o Velho Oeste um samurai, suas espadas katana e o código de Bushido. Agregou um grupo meio mambembe de índios comanches incendiários (colocam fogo em uma missão abandonada e depois em um campo). E ainda tinha um bando de assaltantes de trem chefiado por um bandoleiro francês (!) chamado Gauche.

Esta mistura inacreditável, por incrível que pareça funciona. SOL VERMELHO é um filme agradável de se ver. Suas carências técnicas (e de orçamento) e as limitações de talento dos roteiristas aparecem muito claras, mas não impedem o interesse do espectador.

Há muitas razões para isto: o elenco multinacional é uma delas. Temos o excepcional ator japonês Toshiro Mifune, o francês Alain Delon, a suíça Ursula Andress, o americano Charles Bronson e a também francesa Capucine.

O segundo elemento é o confronto entre o código de honra samurai e as permanentes traições do grupo de assaltantes do trem. É muito interessante ver duas visões tão diversas de mundo se opondo.

Uma terceira razão é a utilização de vários elementos característicos dos westerns clássicos: temos o trem assaltado, a dinamite para explodir um cofre, índios rebelados, um prostíbulo com belas mulheres, paisagens abertas de vales e montanhas belíssimos.

Claro que SOL VERMELHO fica bem abaixo dos filmes de western mais lembrados. Mas em um segundo nível, conseguiu se manter bem atraente ao longo dos quase 50 anos de vida.

SOLEIL ROUGE, a film Terence Young directed in 1971 is a western that mixes elements from many films into one. Its aesthetic is from the spaghetti western movies, reminiscent of Sérgio Leone’s early films (although Young’s talent as a filmmaker is incomparable to that of Leone).

As Akira Kurosawa‘s film SEVEN SAMURAI had been an extraordinary success worldwide, in 1954 Young imported a samurai, his katana swords and the Bushido code into the Wild West. He also added a half-mambembe group of incendiary Comanche Indians (they set fire to an abandoned mission and then to a field). And there was also a band of train robbers headed by a French bandit (!) named Gauche.

This unbelievable mix, oddly enough, works. RED SUN is a pleasant film to watch. Their technical (and budget) shortcomings and the talent limitations of the screenwriters are very clear, but they do not hinder the viewer’s interest.

There are many reasons for this: the multinational cast is one of them. We have the exceptional Japanese actor Toshiro Mifune, the French Alain Delon, the Swiss Ursula Andress, the American Charles Bronson and the also French Capucine. One hell of cast.

The second element is the confrontation between the samurai code of honor and the permanent betrayals of the train robbers. It is very interesting to see two such diverse worldviews opposing each other.

A third reason is the use of several elements characteristic of classic westerns: we have the train assaulted, the dynamite to blow up a safe, rebellious Indians, a brothel with beautiful women, open landscapes of valleys and beautiful mountains.

Of course, SOLEIL ROUGE is well below the most remembered western films. But on a second level, he managed to remain very attractive throughout almost 50 years of life.

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