XEQUE MATE: Lírico Filme Franco-Germânico investe no Charme de Sandrine Bonnaire e Kevin Kline. E uma História Encantadora.

Dois Prêmios em Cannes, dois Césars e dois prêmios em Veneza. Sandrine Bonnaire é mais uma daquelas atrizes francesas encantadoras que há décadas habita o coração e mente dos cinéfilos pelo mundo. A primeira vez que a vi no cinema foi em AOS NOSSOS AMORES, excelente filme do cineasta Maurice Pialat, de 1983.

Encontrei na Amazon Prime Video (app Fandor e Tubi TV) um filme desta atriz, diretora e roteirista, chamado XEQUE MATE (JOUEUSE), feito em 2009 pela cineasta alemã Caroline Bottaro. Trata-se de um filme encantador sobre uma mulher que casa e vai morar com o marido na Córsega. Ganhando a vida como arrumadeira, ela certo dia vê um casal jogando xadrez na sacada do hotel onde trabalha, de uma forma carinhosa e amorosa, o que lhe chama a atenção. Ela presenteia o marido com um tabuleiro de xadrez, imediatamente rejeitado por ele. Mas ela também trabalha na casa de um viúvo expatriado americano, que joga xadrez e convence ele a ensiná-la a jogar. o xadrez se torna não somente uma obsessão para ela, como lhe dá uma nova vida de paixão, motivação e admiração de seus pares.

O filme é muito baseado no charme gigante de seus dois intérpretes principais. Sandrine Bonnaire está no auge de sua beleza e maturidade, mesmo compondo uma personagem sofrida e sem glamour. Mas o talento da atriz dá a sua Hélène um fascínio que derruba o espectador. Trata-se de uma lutadora, uma pessoa iluminada e determinada a dar sentido a sua vida.

Seu mentor no xadrez é Kevin Kline, em mais um papel espetacular. O viúvo eremita e rabugento Monsieur Kröge é simplesmente um encanto. Suas lições de xadrez à linda aluna são lições de vida. “Se você arrisca, você pode perder; se você não arrisca, você jamais irá ganhar.” A ligação de afeto entre os dois é das mais lindas vista no cinema. memorável. Há uma cena em que os dois jogam uma partida entre si, sem tabuleiro, apenas recitando os lances, com o olhar fixo um no outro. É uma cena maravilhosa, criativa, sensual e emotiva.

A diretora Caroline Bottero utiliza maravilhosamente bem as paisagens da ilha de Córsega. Hélène costuma ir trabalhar de bicicleta o que nos mostra paisagens de tirar o fôlego. Outra sacada da diretora é fazer várias cenas em que sua personagem principal está sobre pisos com desenhos xadrez, o que a retira da realidade e coloca em seu mundo particular, de forma onírica, lírica e apaixonada.

Hélène é a JOGADORA do título original francês. Também é a Rainha do título em inglês QUEEN TO PLAY, algo como “POR A RAINHA PARA JOGAR”. É só mais um elemento deste charmoso filme com Sandrine Bonnaire.

Two Awards in Cannes, two Césars and two awards in Venice. Sandrine Bonnaire is another one of those charming French actresses who has been inhabiting the hearts and minds of moviegoers around the world for decades. The first time I saw her at the cinema was in A NOUS AMOURS, an excellent film by filmmaker Maurice Pialat, from 1983.

I found on Amazon Prime Video (app Fandor and Tubi TV) a film by this actress, director and screenwriter, called A QUEEN TO PLAY (JOUEUSE), made in 2009 by the German filmmaker Caroline Bottaro. It is a charming film about a woman who marries and goes to live with her husband in Corsica. Earning her living as a housekeeper, one day she sees a couple playing chess on the balcony of the hotel where she works, in a caring and loving way, which calls her attention. She presents her husband with a chess board, immediately rejected by him. But she also works at the home of an American expatriate widower, who plays chess and convinces him to teach her how to play. Chess not only becomes an obsession for her, it gives her a new life of passion, motivation and admiration from her peers.

The film is very much based on the giant charm of its two main performers. Sandrine Bonnaire is at the height of her beauty and maturity, even though she is composing a long-suffering and unglamorous character. But the talent of the actress gives her Hélène a fascination that takes the viewer down. She is a fighter, an enlightened person and determined to give her life meaning.

Her chess mentor is Kevin Kline, in yet another spectacular role. The grumpy hermit widower Monsieur Kröge is simply a charm. His chess lessons to the beautiful student are life lessons. “If you risk it, you can lose; if you don’t risk it, you will never win.” The connection of affection between the two is the most beautiful seen in cinema. memorable. There is a scene in which the two play a game among themselves, without a board, just reciting the moves, with their eyes fixed on each other. It is a wonderful, creative, sensual and emotional scene.

Director Caroline Bottero uses the landscapes of the island of Corsica wonderfully well. Hélène usually goes to work on a bicycle which shows us breathtaking landscapes. Another aspect of the director is to make several scenes in which her main character is on floors with checkered designs, which removes her from reality and places her in her private world, in a dreamlike, lyrical and passionate way.

Hélène is the PLAYER of the original French title. She is also the Queen of the English title QUEEN TO PLAY, something like “PUT THE QUEEN TO PLAY”. It’s just another element of this charming film with Sandrine Bonnaire.

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