MILITARY WIVES: “Quando Voltarmos a Sorrir”

O cinema inglês tem uma linha de produção de dramas sobre fatos reais ocorridos em cidades do interior do País, que rendem filmes maravilhosos: THE FULL MONTY, PRIDE e BILLY ELLIOT são exemplares ótimos deste cinema provocativo, cômico e muito emocionante. São os “feel good movies”.

MILITARY WIVES bebe desta inspiração. A história real do primeiro coral de esposas de militares que estão na Guerra do Afeganistão é tão espetacular e emocionante que gerou a multiplicação destes corais por todo Reino Unido, como virou um programa da BBC. Está disponível na Apple TV+ e na Amazon.

No filme a esposa do comandante de uma vila militar concebe a ideia de unir as angustiadas esposas dos soldados que foram para a guerra para fazer um coral. Kate (Dame Kristin Scott Thomas sempre impecável, charmosa e magnética) é traumatizada pela perda do filho de 18 anos na guerra e revive o pesadelo quando o marido embarca. Sua ideia é músicas clássicas. Liderando o projeto ao lado dela está Lisa (Sharon Horgan de GAME NIGHT) quer um repertório popular, destes que levanta karaokes.

O choque de ideias das duas mulheres de personalidade forte quase inviabiliza o coral. O mesmo efeito têm as comunicações de mortes de maridos das participantes, um golpe mortal no moral do grupo.

MILITARY WIVES traz o talento do cineasta inglês Peter Cattaneo (THE FULL MONTY), especialista em explorar estes dramas reais. Seu maior achado aqui foi alternar cenas maravilhosas com músicas clássicas (o funeral de um marido ao som da AVE MARIA é de cortar os pulsos) com músicas populares de levantar o espectador da cadeira (TIME AFTER TIME, YOU’VE GOT A FRIEND e ON MY OWN).

Trata-se de um belo filme. A tensão crescente (e quase insuportável) entre as esposas e os esforços para levar o Coral a um nível capaz de não fazer feio no espetáculo do Royal Albert Hall funcionam como um cenário para um drama maravilhoso.

MILITARY WIVES é um belo filme sobre mulheres fortes e sua luta pela felicidade. E a cena em que eles cantam uma música WHERE EVER YOU ARE, feita com trechos das cartas com seus maridos é simplesmente antológica.

English cinema has a production line of dramas about real events that occurred in cities in the interior of the country, which yield wonderful films: THE FULL MONTY, PRIDE and BILLY ELLIOT are great examples of this provocative, comical and very exciting cinema. They are the “FEEL GOOD MOVIES”.

MILITARY WIVES drinks from this inspiration. The real story of the first choir of military wives who are in the Afghanistan War is so spectacular and exciting that it generated the multiplication of these choirs across the UK, as it became a BBC program.

In the film, the wife of the commander of a military village conceives the idea of ​​uniting the anguished wives of the soldiers who went to war to make a choir. Kate (Dame Kristin Scott Thomas always impeccable, charming and magnetic) is traumatized by the loss of her 18-year-old son in the war and relives the nightmare when her husband embarks. His idea is classic songs. Leading the project alongside her is Lisa (Sharon Horgan of GAME NIGHT) who wants a popular repertoire, of which she raises karaokes.

The clash of ideas of the two women of strong personality almost makes the choir unfeasible. The same effect has been reported on participants’ deaths of husbands, a fatal blow to the group’s morale.

MILITARY WIVES brings the talent of English filmmaker Peter Cattaneo (THE FULL MONTY), an expert in exploring these real dramas. Her biggest find here was to alternate wonderful scenes with classic songs (a husband’s funeral to the sound of AVE MARIA is to cut her wrists) with popular songs to lift the viewer from the chair (TIME AFTER TIME, YOU’VE GOT A FRIEND and ON MY OWN).

It is a beautiful film. The growing (and almost unbearable) tension between wives and efforts to take the Choir to a level that could not do badly at the Festival of Remembrance in the Royal Albert Hall show serve as a backdrop for a wonderful drama.

MILITARY WIVES is a beautiful film about strong women and their struggle for happiness. And the scene in which they sing a song WHRE EVER YOU ARE, made with exerpts os the letter with their husbands is simply anthological.

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