A 5a. ONDA: Uma Distopia Adolescente que Não Deu Certo

Distopia é aquele tipo de história que enfoca uma realidade ficcional onde o mundo mudou para uma condição de extrema destruição, totalitarismo ou perigo de extinção. O cinema fez inúmeros filmes distópicos, sendo os mais clássicos LARANJA MECÂNICA, O PLANETA DOS MACACOS, BLADE RUNNER, METRÓPOLIS, MAD MAX e FAHRENHEIT 451. Mas ainda há outros filmes muito importantes como ALPHAVILLE, FUGA DE NOVA YORK, ROLLERBALL – OS GLADIADORES DO FUTURO, 1984, O EXTERMINADOR DO FUTURO, BRASIL – O FILME, THX 1138.

Os filmes para adolescentes também investem forte nas distopias, em franquias como JOGOS VORAZES, THE MAZE RUNNER e DIVERGENT. Vi um outro título que poderia virar franquia adolescente, mas que parece ter caído em desgraça pela ruindade do primeiro filme. É A 5A. ONDA, dirigido pelo cineasta inglês J.Blakeson (autor do interessante O DESAPARECIMENTO DE ALICE CREED).

A 5a. ONDA conta o que acontece na Terra quando há uma invasão de extraterrestres chamados de “os outros”. Através de cinco ondas de tragédias (que remotamente lembram as pragas do Egito), a humanidade é praticamente extinta, limitando-se a poucos sobreviventes que lutam para não ser mortos e identificar os “outros”agora hospedados em corpos de humanos.

Neste contexto terrível, a pós adolescente Cassie Sullivan vê seus pais morrerem (Maggie Siff em papel que dura mais ou menos cinco minutos e Ron Livingston que mal chega a dez minutos) e vai lutar como uma guerreira para sobreviver com seu irmão menor, Sam (Zachary Arthur). Nesta luta ela encontra vários jovens em luta contra os invasores.

Rick Yancey é um escritor americano de livros de ficção científica, autor do livro A 5A. ONDA. Para surpresa geral, o roteiro – bem fraquinho e repetitivo – tem como um dos autores o mega prestigiado Akiva Goldsman (Oscar de Melhor Roteirista pelo primoroso UMA MENTE BRILHANTE e autor do excepcional CINDERELLA MAN), aqui em um trabalho muito menor.

Chloe Grace Moritz (DEIXE-ME ENTRAR e KICK-ASS) passa quase todo tempo na tela, como Cassie, um misto de Mulher Maravilha, Kiddo de KILL BILL e Furiosa. Ele deve matar algumas dezenas de “outros”, invade bases militares secretas, derruba helicópteros, atira de fuzil com pontaria surpreendente, corre como uma campeã olímpica e tem a obstinação de uma heroína. Parece demais? O filme explica que ela foi escoteira e cheerleader durante o high school. Deve ser gozação. O elenco ainda tem o ótimo Liv Schreiber, com permanente cara de mau, como um General do Exército e Maria Bello.

O pior do roteiro, entretanto, são as frases filosóficas ditas pela protagonista em off, durante sua reflexões, algo duro de aceitar para alguém naquela situação aflitiva, ainda mais com menos de 20 anos de idade e correndo atrás do irmão desaparecido, sempre segurando o ursinho dele.

A 5a. ONDA não deu certo. Errou demais na distopia que propunha abordar.

Dystopia is that type of story that focuses on a fictional reality where the world has changed to a condition of extreme destruction, totalitarianism or danger of extinction. The cinema has made countless dystopian films, the most classic being CLOCKWORK ORANGRE, PLANET OF THE APES, BALDE RUNNER, METROPOLIS, MAD MAX and FAHRENHEIT 451. But there are still other very important films like ALPHAVILLE, ESCAPE FROM NEW YORK, ROLLERBALL, 1984, TERMINATOR, BRAZIL – THE MOVIE, THX 1138.

Teen films also invest heavily in dystopias, in franchises like HUNGER GAMES, THE MAZE RUNNER and DIVERGENT. I saw another title that could become a teen franchise, but that seems to have fallen from grace because of the weakness of the first film. It’s THE FIFTH WAVE, directed by English filmmaker J. Blakeson (author of the interesting THE DISAPPEARANCE OF ALICE CREED).

The 5th. WAVE tells what happens on Earth when there is an invasion of extraterrestrials called “the others”. Through five waves of tragedy (remotely reminiscent of the plagues of Egypt), humanity is practically extinct, limiting itself to a few survivors who struggle not to be killed and to identify the “others” now housed in human bodies.

In this terrible context, post-teen Cassie Sullivan sees her parents die (Maggie Siff on cameo that lasts about five minutes and Ron Livingston who barely reaches ten minutes) and will fight like a warrior to survive with her younger brother Sam ( Zachary Arthur). In this, she fight and finds several young people fighting against the invaders.

Rick Yancey is an American science fiction book writer, author of the book. To the general surprise, the script – very weak and repetitive – has as one of the authors the prestigious mega Akiva Goldsman (Oscar for Best Screenwriter for the exquisite A BEAUTIFUL MIND and author of the exceptional CINDERELLA MAN), here in a much smaller work.

Chloe Grace Moritz (LET ME IN and KICK-ASS) spends almost all of her time on screen, as Cassie, a mix of Wonder Woman, Kiddo from KILL BILL and Furiosa. She must kill a few dozen “others”, invade secret military bases, shoot down helicopters, shoot a rifle with surprising aim, run like an Olympic champion and have the obstinacy of a heroine. Seems too much? The film explains that she was a girl scout and cheerleader during high school. It must be mockery. The cast still has the great Liv Schreiber, with a permanent bad face, like an Army General and Maria Bello.

The worst part of the script, however, are the philosophical phrases spoken by the protagonist in off, during her reflections, something hard to accept for someone in that distressing situation, even less than she has less than 20 years old and running after her missing brother, always holding the his teddy bear.

The 5th. WAVE didn’t work. Too much error in the dystopia he proposed to address.

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