PERRY MASON: O Advogado que Virou Detetive Particular

A série da HBO PERRY MASON estreou ontem. A produção espetacular da HBO em suas séries mais empenhadas é, outra vez, um destaque inarredável de PERRY MASON. É impressionante ver que o estúdio da HBO coloca de recursos em elenco, roteiristas, diretores, fotógrafos, músicos e cenografia (uma recriação de época incrível é uma das atrações do seriado).

Fiquei (e ainda estou) um pouco desconfortável com a transformação do advogado criminalista dos livros de Erle Stanley Gardner (li dezenas deles) em um detetive particular típico dos filmes noir e da pulp fiction. Talvez tenha sido um erro. Ainda não consegui fazer um juízo definitivo.

O P.I. PERRY MASON se vê às voltas com um caso macabro em que um bebê sequestrado é morto de forma cruel. Aliás, foi muito marcante neste primeiro episódio, a crueza de certas cenas, como o cadáver do bebê, uma série de assassinatos e até as cenas de sexo, filmadas de forma inteiramente sem qualquer filtro. Acho mesmo uma característica positiva, mas pode chocar espectadores mais sensíveis.

O elenco da série também é incrível: além do protagonista Matthew Rhys, tem John Lithgow, Tatiana Maslany, Juliet Rylance, Matt Lasky, Eric Lange e muitos outros. a HBO não poupa recursos e talentos nos elencos de suas séries flagship.

O primeiro capítulo muito bem feito, ainda não estabeleceu completamente as raízes da história. Mas tudo indica que vai ser um filme policial noir profundo, contundente e, como cabe a todo enredo noir, depressivo e crítico dos seres humanos. “Todo mundo tem uma agenda. Todo mundo tem um ângulo, escondendo algo. E todo mundo é culpado”, diz Perry Mason à sua parceira sexual latina.

Vou seguir de perto PERRY MASON. A HBO e o personagem de Erle Stanley Gardner merecem demais.

The HBO PERRY MASON series debuted yesterday. The spectacular production of HBO in its most committed series is, once again, an unbeatable highlight of PERRY MASON. It is impressive to see that the HBO studio puts resources in the cast, screenwriters, directors, photographers, musicians and graveyard (an incredible period recreation is one of the attractions of the series).

I was (and still am) a little uncomfortable with the transformation of the criminal lawyer in Erle Stanley Gardner‘s books (I read dozens of them) into a private detective typical of noir films and pulp fiction. Perhaps it was a mistake. I haven’t been able to make a final judgment yet.

P.I. PERRY MASON finds himself dealing with a macabre case in which a kidnapped baby is cruelly killed. In fact, in this first episode, the rawness of certain scenes, such as the baby’s corpse, a series of murders and even sex scenes, were filmed entirely without any filter. I think it’s a positive feature, but it may shock more sensitive viewers.

The cast of the series is also incredible: in addition to the protagonist Matthew Rhys, there is John Lithgow, Tatiana Maslany, Juliet Rylance, Matt Lasky, Eric Lange and many others. HBO spares no resources and talent on the rosters of its flagship series.

The first chapter, very well done, has not yet fully established the roots of the story. But everything indicates that it is going to be a profound, blunt, noir police film and, as is the case with any noir plot, depressing and critical of human beings. “Everybody’s up to something. Everybody’s got an angle, hiding something. And everybody is guilty.” Perry Mason tells his Latin sex partner.

I will follow PERRY MASON closely. HBO and the character of Erle Stanley Gardner deserve too much.

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