TUBARÃO: 45 Anos do Lançamento de um dos Filmes Antológicos de Steven Spielberg

Faz 45 anos que o filme TUBARÃO (JAWS) foi lançado nos Estados Unidos. Em 1975, no verão americano, a adaptação que a Universal, Richard D. Zannuck e o jovem prodígio Steven Spielberg fizeram do mega best seller de Peter Benchley sobre um tubarão branco gigante que come parte da população da pacata cidade de AMITY (Amizade), virou um blockbuster como até então nunca tinha sido visto.

No Brasil, o filme somente entrou em cartaz no final do ano de 1975. lembro bem que os cinemas colocavam imensos painéis pintados em que a boca do TUBARÃO era a janelinha da bilheteria, onde o espectador tinha que colocar a mão para pagar ingresso. Coisa dos anos 70.

JAWS – tirante a inacreditável repercussão de público e imprensa – era realmente um filme notável. Um drama de aventura (os três mocinhos bem diferentes entre si, um xerife com medo do mar, um oceanógrafo jovem e ambicioso e um pescador veterano e criado na escola da vida e da guerra saem a bordo de um barco mabembe para caçar a besta. Roy Scheider, Richard Dreyfuss e Robert Shaw nada menos que perfeitos), com traços de crítica política (as autoridades como sempre preferem se omitir por interesses suspeitos), uma narrativa com um suspense quase insuportável ( o tubarão leva quase uma hora para aparecer em cena), uma música nada menos que brilhante de John Williams e a direção de Spielberg, um gênio do cinema já com vinte e poucos anos.

Acho que muitas vezes TUBARÃO é um filme subestimado. Trata-se de uma obra cinematográfica perfeita. Seu roteiro coleciona cenas e diálogos antológicos. Sua filmagem foi inovadora (o ataque inicial à loirinha nua no mar é icônico), brilhante e inspiradora para dezenas de filmes posteriores. Até hoje surgem pastiches muito menos inspirados, como SHARKNADO, THE SHALLOWS, 47 METRES DOWN, THE MEG, OPEN WATER, DEEP BLUE SEA, fora as próprias sequências da franquia original, que só foram piorando filme a filme.

Já vi JAWS mais de vinte vezes. É impossível não se apavorar nas sequencias mais tensas e rir muito nas quebras de ritmo que Spielberg habilidosamente entremeou na narrativa para não matar seus espectadores antes do final do filme.

JAWS é um clássico. Queiram ou não marcou seu nome na história do cinema.

45 years ago, the movie JAWS was released in the United States. In 1975, in the American summer, the adaptation that Universal, Richard D. Zannuck and the young prodigy Steven Spielberg made of Peter Benchley‘s mega best seller about a giant white shark that eats part of the population of the quiet city of AMITY (Friendship), it became a blockbuster like never before seen.

In Brazil, the film was only shown at the end of the year 1975. I remember that the cinemas put lots of painted panels in which the shark’s mouth was the window at the box office, where the viewer had to put his hand to pay ticket. A 70s thing.

JAWS – apart from the incredible public and press repercussions – was really a remarkable film. An adventure drama (the three very different guys, a sheriff afraid of the sea, a young and ambitious oceanographer and a veteran fisherman raised in the school of life and war leave on a mabembe boat to hunt the beast. Roy Scheider, Richard Dreyfuss and Robert Shaw nothing less than perfect) , with traces of political criticism (the authorities as they always prefer to omit themselves for suspicious interests), a narrative with an almost unbearable suspense (the shark takes almost an hour to appear on the scene), a soundtrack no less than brilliant by John Williams and the directed by Spielberg, a film genius in his early twenties.

I think that JAWS is often an underrated film. It is a perfect cinematographic work. Its script collects scenes and anthological dialogues. The footage was innovative (the initial attack on the naked blonde at sea is iconic), brilliant and inspiring for dozens of later films. Even today, far less inspired pastiches appear, such as SHARKNADO, THE SHALLOWS, 47 METERS DOWN, THE MEG, OPEN WATER, DEEP BLUE SEA, apart from the original sequences themselves, which only got worse film by film.

I’ve seen JAWS more than twenty times. It is impossible – even nowadays – not to panic in the most tense sequences and laugh a lot at the breaks in rhythm that Spielberg skillfully interwoven in the narrative so as not to kill his viewers before the end of the film.

JAWS is a classic. Whether or not, they marked their name in the history of cinema.

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