O ILUMINADO: As Telas do GNC Voltam a se Iluminar

Vi que na reabertura do GNC, em Porto Alegre, vai ser exibido, no FESTIVAL DE VOLTA PARA O CINEMA, o clássico O ILUMINADO, o filme favorito da nossa colunista Laura Medeiros.

Em 1980, o genial cineasta inglês Stanley Kubrick levou para as telas o romance O ILUMINADO, do escritor Stephen King, contando a história de um escritor contratado para cuidar de um hotel de luxo nas montanhas que fica um longo período fechado durante o inverno. Ele se muda para lá com a mulher e o filho. O processo de loucura em que ele entra proporcionou ao escritor e ao cineasta um material precioso para discorrer sobre a mente humana.

Jack Nicholson (em um dos seus maiores trabalhos) faz o escritor Jack Torrance. Shelley Duvall vive Wendy Torrance, sua esposa. E o menino Danny Lloyd vive Danny o filho que vai encarar o terror. Um elenco perfeito dirigido por um gênio do cinema conseguiu um filme inesquecível.

O gênero do filme de terror talvez tenha sido um dos maiores desafios de Kubrick, uma vez que muitos cineastas sucumbem a efeitos especiais, excesso de violência explícita e perdem a mão. O ILUMINADO é uma obra memorável pelo clima de terror absoluto que cria, certamente a partir da história excelente de King, mas contando com a genialidade e criatividade do mestre.

Certa vez, o crítico de cinema Helio Nascimento escreveu um texto antológico em que apontava as semelhanças entre duas obras primas de Kubrick: 2001, UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO e O ILUMINADO. A tese, incialmente desconcertante, foi brilhantemente explorada no texto, mostrando como amplos espaços podem se tornar uma prisão (o espaço e o lugar onde ficava o hotel) e como um elemento que saia do contexto (enlouquecer) basta para criar uma situação fora de controle (o computador HAL e Jack). Maravilhoso e inesquecível.

O ILUMINADO é um filme tão perfeito, que se recomenda mesmo a quem não é aficcionado ou apaixonado pelos filmes de terror.

I saw that at the GNC reopening in Porto Alegre, the classic THE SHINNIG, the favorite film of our columnist Laura Medeiros, will be shown at the BACK TO CINEMA FESTIVAL.

In 1980, the brilliant English filmmaker Stanley Kubrick brought the novel THE SHINNING , based on a novel by writer Stephen King, to the screen, telling the story of a writer hired to take care of a luxury hotel in the mountains that is closed for a long time during the winter. He moves there with his wife and son. The process of madness he enters has provided the writer and filmmaker with precious material to discuss the human mind.

Jack Nicholson (in one of his greatest works) plays the writer Jack Torrance. Shelley Duvall plays Wendy Torrance, his wife. And the boy Danny Lloyd lives Danny the son who will face the terror. A perfect cast directed by a film genius has achieved an unforgettable film.

The horror film genre may have been one of Kubrick’s greatest challenges, as many filmmakers succumb to special effects, excessive graphic violence and lose their hands. THE SHINNING is a memorable work due to the climate of absolute terror that it creates, certainly based on King’s excellent story, but counting on the master’s genius and creativity.

Once, film critic Helio Nascimento wrote an anthological text in which he pointed out the similarities between two masterpieces by Kubrick: 2001 and THE SHINNING. The thesis, initially disconcerting, was brilliantly explored in the text, showing how wide spaces can become a prison (the space and place where the hotel was) and as an element that goes out of context (going crazy) is enough to create a situation out of control (the HAL and Jack computer). Wonderful and unforgettable.

THE SHINNING is a film so perfect that it is recommended even for those who are not passionate or passionate about horror films.

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