BONECAS QUE MATAM: Imitação de James Bond Virou Peça de Museu

O sucesso incrível de Sean Connery como James Bond no início dos anos 60, em filmes ótimos como O SATÂNICO DR. NO, GOLDFINGER e MOSCOU CONTRA 007 fez com que inúmeros produtores e diretores de cinema tentassem embarcar na onda, com filmes de agentes secretos frios e sedutores, cercados de belas mulheres e vilões megalomaníacos.

Surgiram, só para mencionar alguns, Matt Helm (Dean Martin), Flint (James Coburn), Harry Palmer (Michael Caine) e Napoleon Solo (Robert Vaughn). Talvez o menos conhecido seja Hugh Drummond, um espião inglês que o ator Richard Jordan viveu em dois filmes. O primeiro deles, BONECAS QUE MATAM está disponível na Amazon Prime e no Youtube.

À moda dos anos 60, o filme conta a história de um mega vilão que recruta e treina lindas mulheres para cometer crimes que lhe tragam fortunas através de extorsão de grande empresas ao redor do mundo. As beldades usam seus dotes físicos para seduzir importantes executivos a quem matam sem piedade.

O filme é tão esquemático e simplório que chega a ser divertido. O erotismo dos anos 60, por exemplo, se faz presente em cenas nas quais as matadoras aparecem em biquinis (para a época sumários), lingeries, e se insinuando com caras e bocas para suas vítimas. A dupla central de vilãs é feita pelas lindas Elke Sommer e Silvia Koscina, duas pin-up girls dos anos 60.

Richard Jordan nunca foi um bom ator, mas fez muitos filmes sempre com aquele jeito de Sean Connery de segunda classe. Seu Hugh Drummond é quase cômico, assim como o vilão Carl Petrsen, vivido por Nigel Green.

BONECAS QUE MATAM, além de tudo, dentro dos padrões da época, é machista, misógino e trata a mulher como objeto do início ao fim da trama. Hoje serve como peça de museu. Ninguém faria um filme assim nos tempos de hoje.

Sean Connery‘s incredible success as James Bond in the early 60s, in great films like DR. NO, GOLDFINGER and FROM RUSSIA WITH LOVE motivated countless producers and film directors to try to catch the wave, in films of cold and seductive secret agents, surrounded by beautiful women and megalomaniacal villains.

Matt Helm (Dean Martin), Flint (James Coburn), Harry Palmer (Michael Caine) and Napoleon Solo (Robert Vaughn) are just a few. Perhaps the least known is Hugh Drummond, an English spy that actor Richard Jordan has lived in two films. The first of them, DEADLIER THAN THE MALE is available on Amazon Prime and on Youtube.

In the fashion of the 60s, the film tells the story of a mega villain who recruits and trains beautiful women to commit crimes that bring him fortunes through extortion from large companies around the world. Beauties use their physical gifts to seduce top executives who they kill without mercy.

The film is so schematic and simple that it is fun. The eroticism of the 60s, for example, is present in scenes in which the female killers appear in bikinis (for the time summaries), lingeries, and insinuating themselves with faces and mouths for their victims. The central duo of villains is made by the beautiful Elke Sommer and Silvia Koscina, two pin-up girls from the 60s.

Richard Jordan was never a good actor, but he made a lot of films in that second-rate Sean Connery way. His Hugh Drummond is almost comical, as is the villain Carl Petersen, played by Nigel Green.

DEADLIER THAN THE MALE, after all, within the standards of the time, is sexist, misogynist and treats women as objects from the beginning to the end of the plot. Today it serves as a museum piece. Nobody would make a film like that these days.

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