VELUDO AZUL: Clássico de Lynch é Tudo de Bom. Ainda Mais em uma Sessão da Meia Noite em Nova Iorque

Em 1986, em uma viagem a Nova Iorque, vi que o filme VELUDO AZUL, de David Lynch teria uma pré-estreia em um cinema do Village (o bairro boêmio na época), à meia noite. Achei que Lynch e meia-noite tinham tudo a ver e me fui para o filme. Foi um dos momentos icônicos de minha vida e paixão por David Lynch.

BLUE VELVET é um filme espetacular. Inicia com a macabra descoberta de uma orelha decepada em um jardim na pequena e pacata cidade de Lumberton. Lynch dava uma pista do que viria pela frente.

Um jovem – que namora a filha de um policial encarregado do caso – resolve investigar o caso por conta própria e chega a uma linda e misteriosa cantora de nightclub cujo filho teria sido sequestrado por um grupo esquisito de marginais. O jovem e sua noiva vão mergulhar de cabeça no universo Lynchiano.

Isabella Rosselini (em um dos seus melhores trabalhos), Kyle MacLachlan, Dennis Hooper (antológico e assustador)Laura Dern, Hope Lange, Dean Stockwell e Brad Douriff fazem um elenco extraordinário. Vale lembrar que Kyle anos depois viveria o agente Cooper, sob a batuta de Lynch na maravilhosa série de TV, TWIN PEAKS.

O filme tem uma trilha sonora impecável de Angelo Badalamenti, habitual colaborador de Lynch. Isabella Rosselini cantando o clássico BLUE VELVET é nada menos que uma cena antológica.

David Lynch, desde BLUE VELVET é um dos meus cineasta favoritos. O cinema dele é sempre surpreendente, provocador, inventivo e cheio de paixões, ódios, ousadias e surpresas mesmo para seus fãs mais fiéis. O que Lynch nunca foi é comum.

Sai muito feliz do cinema naquela madrugada no Village. Devo muito a David Lynch.

In 1986, on a trip to New York, I saw that the film BLUE VELVET, by David Lynch would have a preview at a cinema in the Village (the bohemian neighborhood at the time), at midnight. I thought Lynch and midnight were all about and I went for the movie. It was one of the iconic moments of my life and passion for David Lynch.

BLUE VELVET is a spectacular film. It starts with the macabre discovery of a severed ear in a garden in the small and peaceful town of Lumberton. Lynch hinted at what lay ahead.

A young man – who is dating the daughter of a police officer in charge of the case – decides to investigate the case on his own and arrives at a beautiful and mysterious nightclub singer whose son would have been kidnapped by a strange group of criminals. The young man and his fiancee will plunge headlong into the Lynchian universe.

Isabella Rosselini (in one of her best works), Kyle MacLachlan, Dennis Hooper (anthological and scary) Laura Dern, Hope Lange, Dean Stockwell and Brad Douriff make an extraordinary cast. It is worth remembering that Kyle years later would play Agent Dale Cooper, under Lynch’s baton in the wonderful TV series, TWIN PEAKS.

The film has an impeccable soundtrack by Angelo Badalamenti, Lynch’s usual collaborator. Isabella Rosselini singing the classic BLUE VELVET is nothing short of an anthological scene.

David Lynch, since BLUE VELVET is one of my favorite filmmakers. His cinema is always surprising, provocative, inventive and full of passions, hatreds, daring and surprises even for his most loyal fans. What Lynch has never been is common.

I left the cinema very happy that morning in the Village. I owe a lot to David Lynch.

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