LORO: Sorrentino Erra o Alvo ao Retratar Berlusconi

Na atual fase de forte e positiva impressão com o cinema italiano, fui correndo ver LORO, o filme que o excelente cineasta Paolo Sorrentino (A GRANDE BELEZA) fez sobre o personagem e os escândalos do todo poderoso Silvio Berlusconi.

Material para um ótimo filme não faltava. Afinal o dono do F.C. Milan e ex-Primeiro Ministro da Itália tem escândalos suficientes em sua biografia para um série longa e com várias temporadas.

Sorrentino optou por fazer um filme metafórico e alegórico, com imagens belíssimas, um time de jovens inacreditavelmente bonitas que frequentam as festas imensas que Berlusconi dava. A narrativa – embora tenha 2h37min – fica fragmentada demais, deixando de lado fatos essenciais para se concentrar na loucura do personagem enfocado.

Toni Servillo se esforça muito para compor um Berlusconi real e magnético. Em boa parte do filme obtém êxito. depois, cansa um pouco.

Há muitos ótimos momentos (a morte da ovelha por exemplo) e imagens de deslumbrante beleza como o talento diferenciado de Sorrentino usualmente faz.

Mas ao contrário do extraordinário THE GREAT BEAUTY, onde tudo foi na medida certa, aqui acho que tudo foi um pouco exagerado.

Como o personagem central. Mas isto pesou o filme que não se inscreve entre os melhores do cineasta.

In my current phase of strong and positive impression with Italian cinema, I went ASAP to see LORO, the film that the excellent filmmaker Paolo Sorrentino (THE GREAT BEAUTY) made about the character and the scandals of the almighty Silvio Berlusconi.

There was no lack of material for a great movie. After all, the owner of F.C. Milan and former Prime Minister of Italy has enough scandals in his biography for a long, multi-season series.

Sorrentino chose to make a metaphorical and allegorical film, with beautiful images, a team of incredibly beautiful young people who attend the huge parties that Berlusconi gave. The narrative – although it takes 2h37min – is too fragmented, leaving aside essential facts to focus on the madness of the focused character.

Toni Servillo works hard to compose a real and magnetic Berlusconi. Much of the film is successful. then it gets a little tired.

There are many great moments (the death of the sheep for example) and images of stunning beauty as Sorrentino’s unique talent usually does.

But unlike the extraordinary THE GREAT BEAUTY, where everything was just right, here I think everything was a little exaggerated. As the central character. But this weighed on the film that is not among the best of the filmmaker.

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