A HISTÓRIA OFICIAL: Excelente Filme Argentino Que Não Perde a Atualidade

Entre os filmes argentinos mais conhecidos mundialmente, certamente A HISTÓRIA OFICIAL, que Luis Puenzo fez em 1985 estará listado. O Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (junto com uma indicação a Melhor Roteiro), o Globo de Ouro (melhor Filme Estrangeiro), os prêmios em Berlim e Cannes fazem um cartel de premiações espetacular.

Um professora de história vive uma vida confortável, em Buenos Aires durante a ditadura militar. Ele é feliz, casada com um industrial alinhado com os governos militares, o que lhes proporciona uma vida rica e próspera. Eles adotam uma menina, filha de alguma presa política desaparecida, em processo sobre o qual o marido sempre lhe negou quaisquer informações. Vivem felizes para sempre. Só que não.

À medida em que os ventos da abertura e da liberdade vão chegando à Argentina, ela começa a se deparar com mais e mais questionamentos de seus alunos sobre os métodos da ditadura militar. A princípio reativa, ela inicia um processo de conscientização política que a vai colocar em choque com o marido e com o sistema.

O fator detonante é quando ela resolve investigar quem é a verdadeira mãe da menina Gaby, algo que a fez envolvida com “las madres da Plaza de Mayo”, aqueles corajosas mulheres argentinas que abertamente questionavam o governo sobre as pessoas desaparecidas em vigílias sem fim no centro de Buenos Aires.

Norma Aleandro (no desempenho de sua vida, embora seja sempre uma atriz mais do que fascinante), Héctor Alterio (perfeito como o “alienado” que se beneficia da situação), Chunchuna Villafañe (como uma asilada que volta a Buenos Aires) e Chela Ruíz (magnífica como Sara (a suposta avó da menina Gaby). Gaby é uma encantadora Analia Castro.

Rever LA HISTORIA OFICIAL, 36 anos depois que foi feito somente reforça a qualidade (e a contundência) do filme de Puenzo. Há cenas magníficas (o pé na porta do quarto da criança é uma imagem gravada em minha retina por três décadas) como a inesperada e violenta cena final.

Os contextos de ditaduras e governos autoritários são universais e pendulares. Todos irão reconhecer fatos e tipos em LA HISTORIA OFICIAL de assustadora atualidade. Mais um elemento a provar que Luiz Puenzo fez um filme eterno.

Among the Argentine films best known worldwide, certainly THE OFFICIAL HISTORY, which Luis Puenzo made in 1985 will be listed. The Oscar for Best Foreign Film (along with a nomination for Best Screenplay), the Golden Globe Award (best Foreign Film), the awards in Berlin and Cannes make for a spectacular prize cartel.

A history teacher lives a comfortable life in Buenos Aires during the military dictatorship. She is happy, married to an industrialist aligned with the military governments, which gives them a rich and prosperous life. They adopt a girl, the daughter of some missing political prisoner, in a process about which her husband has always denied him any information. They live happily ever after. Only not.

As the winds of openness and freedom arrive in Argentina, she begins to face more and more questions from her students about the methods of the military dictatorship. At first reactive, she starts a process of political awareness that will put her in shock with her husband and the system.

The detonating factor is when she decides to investigate who is the real mother of the girl Gaby, something that made her involved with “las madres in Plaza de Mayo”, those brave Argentine women who openly questioned the government about people missing during vigils endless in downtown Buenos Aires.

Norma Aleandro (in the performance of her life, although she is always a more than fascinating actress), Héctor Alterio (perfect as the “alienated” who benefits from the situation), Chunchuna Villafañe (as an political tortured woman who returns to Buenos Aires ) and Chela Ruíz (magnificent as Sara (the alleged grandmother of the girl Gaby). Gaby is a charming Analia Castro.

Review LA HISTORIA OFICIAL, 36 years after it was made, only reinforces the quality (and forcefulness) of Puenzo’s film. There are magnificent scenes (the foot on the child’s bedroom door is an image recorded on my retina for three decades) as the unexpected and violent final scene.

The contexts of dictatorships and authoritarian governments are universal and commuting. Everyone will recognize facts and types in LA HISTORIA OFFICIAL of frightening news. Another element to prove that Luiz Puenzo made an eternal film.

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