LINE OF DUTY: Sexta Temporada Inicia Tão Bem que Parece a Primeira

Sou fã confesso do seriado britânico LINE OF DUTY, que chegou este ano a sua sexta temporada.

O seriado enfoca a unidade da Polícia Inglesa conhecida como AC-12, o órgão encarregado de investigar os próprios policiais, suspeitos de corrupção ou condutas impróprias. É o equivalente ao “Internal Affairs” nos Estados Unidos ou a Corregedoria aqui no Brasil.

Desde a primeira temporada (as histórias são curtas, mostradas em poucos capítulos) LINE OF DUTY mostra episódios escabrosos de desvio de conduta (ou pelo menos suspeita de sua ocorrência). O elenco básico é composto dos atores Adrian Dunbar (DCI Hastings, chefe da unidade), Martin Compston (o obcecado Steve) e a vigorosa Kate (Vicky McClure).

Neste Opus 6, Kate deixou o AC-12 e está noutra unidade. Curiosamente, os ex-colegas vão focar justamente uma ação dos colegas de Kate, ao supostamente serem negligentes da prisão do maior suspeito de ter matado uma jornalista investigativa. Não houve nada, foi “apenas” negligência ou houve algum tipo de corrupção por trás do atraso na operação.

Como nas temporadas anteriores, o tom é de emergência, tenso e cheio de suspense. O espectador vai sabendo de cada fato novo junto com os protagonistas, o que acentua muito a expectativa.

Nesta temporada, no centro do palco está a ótima atriz escocesa Kelly McDonald, vista em ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ, ASSASSINATO EM GOSSFORD PARK e TRAINSPOITING 2. Como a suspeita principal DCI Jo Davidson ela faz um trabalho sutil, cheio de nuances e composto com muito talento.

A série traz sempre uma ótima reflexão sobre se o trabalho destes policiais (em olhar com lupa a vida dos colegas) é apenas o exercício de um trabalho a mais ou tem um componente de delação moralmente reprovável. A péssima imagem que os membros da AC-12 têm com os colegas é justa ou apenas um erro de visão? O tema é muito bem trabalhado.

Estão disponíveis apenas dois dos seis capítulos da história. Devorei os dois com avidez. LINE OF DUTY está cada vez melhor.

I am a big fan of the British series LINE OF DUTY, which reached its sixth season this year.

The series focuses on the English Police unit known as AC-12, the body charged with investigating the police themselves, suspected of corruption or misconduct. It is the equivalent of “Internal Affairs” in the United States or here in Brazil.

Since the first season (the stories are short, shown in a few chapters) LINE OF DUTY shows gruesome episodes of misconduct (or at least suspected of its occurrence). The basic cast consists of actors Adrian Dunbar (DCI Hastings, head of the unit), Martin Compston (obsessed Steve) and vigorous Kate (Vicky McClure).

In this Opus 6, Kate left the AC-12 and is in another unit. Interestingly, the former colleagues will focus precisely on an action by Kate’s colleagues, for allegedly neglecting the arrest of the biggest suspect in killing an investigative journalist. There was nothing, it was “just” negligence or there was some kind of corruption behind the delay in the operation.

As in previous seasons, the tone is emergency, tense and full of suspense. The viewer gets to know each new fact together with the protagonists, which greatly enhances the expectation.

This season, in the center of the stage is the great Scottish actress Kelly McDonald, seen in NO COUNTRY FOR OLD MAN, MURDER IN GOSSFORD PARK and TRAINSPOITING 2. As the main suspect DCI Jo Davidson she does a subtle, nuanced and composed job with a lot of talent.

The series always brings a great reflection on whether the work of these policemen (in looking at the lives of their colleagues with a magnifying glass) is just the exercise of an job or has a morally reprehensible component. Is the bad image that members of AC-12 have with their colleagues fair or just a vision error? The theme is very well worked.

Only two of the six chapters in the story are available. I devoured them both eagerly. LINE OF DUTY is getting better and better.

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