SETEMBRO NEGRO: Otto Preminger Fez um Thriller Polêmico Sobre Terrorismo na Década de 70

Quando o terrorismo estava iniciando suas ações de pânico pelo mundo, no auge da década de 70, o consagrado cineasta Otto Preminger (o premiado diretor austro-húngaro indicado 3 vezes ao Oscar por clássicos como LAURA, O CARDEAL e ANATOMIA DE UM ASSASSINATO) fez um thriller que causou polêmica internacionalmente.

SETEMBRO NEGRO (ROSEBUD) contava a história de cinco jovens herdeiras de milionários europeus que são sequestradas pela O.L.P. para obter um resgate bilionário para financiar atos de terrorismo.

Enquanto negociam com os terroristas, os “mocinhos” contratam um especialista em contra terrorismo, Larry Martin (um papel meio diferente na carreira extraordinária de Peter O’Toole) que inicia uma perseguição e estrutura uma operação militar de resgate das meninas.

Uma curiosidade é a presença entre as cinco jovens das atrizes (depois famosas) Isabelle Huppert e Kim Cattrall. Com elas, uma série de dinossauros do cinema como Raf Vallone, Peter Lawford e Richard Attenborough.

Lembro de ter visto o filme no Cine Bristol, uma magnífica sala de repertório que existiu (e marcou época) em Porto Alegre programada primeiro por Tuio Becker e depois por Romeu Grimaldi, que volta e meia resgatava filmes importantes que tinham passado meio despercebidos pelo circuito tradicional.

Como thriller, ROSEBUD (o uso da palavra clássica de CIDADÃO KANE tem um motivo delicioso para os cinéfilos) cumpre seu papel.

As polêmicas sobre os enfoques políticos do filme se multiplicaram pelos jornais da época.

Para mim, foi um thriller muito bom, bem filmado, com locações belíssimas e uma história para lá de atraente.

When terrorism was beginning its panic actions around the world, in the height of the 70s, the renowned filmmaker Otto Preminger (the award-winning Austro-Hungarian director nominated 3 times for an Oscar for classics such as LAURA, THE CARDINAL and ANATOMY OF A MURDER) made a thriller that caused controversy internationally.

ROSEBUD told the story of five young heiresses of European millionaires who are kidnapped by the O.L.P. to obtain a billion-dollar ransom to finance acts of terrorism.

While negotiating with the terrorists, the “good guys” hire a counter-terrorism expert, Larry Martin (a somewhat different role in Peter O’Toole‘s extraordinary career) who initiates a chase and structures a military operation to rescue the girls.

A curiosity is the presence among the five young women of actresses (later famous) Isabelle Huppert and Kim Cattrall. With them, a series of movie dinosaurs such as Raf Vallone, Peter Lawford and Richard Attenborough.

I remember having seen the film at Cine Bristol, a magnificent repertoire theatre that existed (and marked an era) in Porto Alegre, programmed first by Tuio Becker and later by Romeu Grimaldi, which also rescued important films that had passed halfway through unnoticed by the traditional circuit.

As a thriller, ROSEBUD (the classic use of the word CITIZEN KANE has a delightful motif for moviegoers) fulfills its role.

Controversies about the film’s political approaches multiplied in newspapers at the time.

For me it was a very good thriller, well shot, with beautiful locations and a story beyond appeal.

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