SHANG-CHI E A LENDA DOS ANÉIS: MARVEL Faz História Interessante e Cheia de Atrativos, Apesar dos Excessos

Ontem finalmente vi o filme SHANG-LI E A LENDA DOS DEZ ANÉIS, recente produção da MARVEL, dirigida pelo havaiano Destin Daniel Cretton. Foi muito acima da minha expectativa, devo confessar.

Claro que o filme é pontuado por aquelas excessivas lutas (em quantidade e em grandiloquência) intermináveis e com demasiado barulho e explosões. O auge foi a batalha entre dois dragões, algo tão excessivo que parecia um desfile da Beija-Flor na Marquês de Sapucaá.

Tirando isto, a trama de dois jovens que, apesar de formados, preferem se divertir vivendo como manobristas em Los Angeles, o que motiva cobranças preconceituosas de seus amigos é um ponto de partida interessante para a história. Um deles é o herdeiro do Mestre dos Anéis, o detentor de um dos poderes do Universo. Ele é chamado de volta à China, onde junto com sua irmã (também uma lutadora de elite) e da atual namoradinha meio gordinha vão ter que salvar o mundo das forças do mal.

Tudo é muito metafórico, mas com uma profundidade e inteligência meio surpreendentes. Justiça seja feita: a MARVEL sabe onde coloca suas fichas. Ah, efeitos especiais impressionantes e ação ininterrupta também marcam a narrativa.

O pet da vez, por exemplo, é uma espécie de cachorrinho alado sem rosto que deve vender muito neste natal no mundo inteiro.

O elenco tem Ben Kingsley (em um divertido papel de um ator aposentado que foi para no meio desta confusão), Awkwafina (a novaiorquina entertainer que sempre trabalha bem, aqui fazendo uma anti-heroína gordinha e divertida demais), Shimu Liu (como o herói), Toni Leung, Fala Chen, Michelle Yeoh (presença marcante) e Florian Monteanu (um vilão maneta e assustador).

Me diverti muito vendo SHANG-LI E A LENDA DOS DEZ ANÉIS. Claro que a história lá pelas tantas fica meio em segundo plano, embora a batida ambientalista seja moderna e interessante.

Mas sempre vou respeitar um filme cujos créditos finais rolem ao som de HOTEL CALIFORNIA, cantada pelos Eagles, um dos maiores clássicos de todos os tempos. Me emocionei.

Yesterday I finally saw the movie SHANG-LI AND THE LEGEND OF THE TEN RINGS, a recent MARVEL production, directed by Hawaiian Destin Daniel Cretton. It was way above my expectations, I must confess.

Of course the film is punctuated by those excessive fights (in quantity and grandiloquence) and endless and with too much noise and explosions. The peak was the battle between two dragons, something so excessive that it looked like a Beija-Flor parade in the Rio de Janeiro Carnival.

Apart from that, the plot of two young people who, despite having graduated, prefer to have fun living as valet parking in Los Angeles, which motivates prejudiced demands from their friends, is an interesting starting point for the story. One of them is the heir of the Master of the Rings, the holder of one of the powers of the Universe. He is called back to China, where along with his sister (also an elite fighter) and current chubby girlfriend will have to save the world from the forces of evil.

Everything is very metaphorical, but with a kind of surprising depth and intelligence. Justice be done: MARVEL knows where to place its chips. Ah, special effects top of line and all time action are musts of the film.

The new pet, for example, is a kind of faceless winged dog that should sell a lot this Christmas around the world.

The cast has Ben Kingsley (in the amusing role of a retired actor who went into the middle of this mess), Awkwafina (the New York entertainer who always works well, here playing a chubby, fun-loving anti-heroine), Shimu Liu (as the hero), Toni Leung, Fala Chen, Michelle Yeoh (outstanding presence) and Florian Monteanu (one-handed and scary villain).

I had so much fun watching SHANG-LI AND THE LEGEND OF THE TEN RINGS. Of course, the story for so many times takes a back seat, although the environmentalist beat is modern and interesting.

But I’ll always respect a movie whose end credits roll to HOTEL CALIFORNIA, sung by the Eagles, one of the greatest classics of all time. I got emotional.

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