A NONA VIDA DE LOUIS DRAX: Original, Provocativo e Interessante

Ontem, olhando os filmes da Amazon Prime Video, deparei com A NONA VIDA DE LOUIS DRAX, do cineasta francês Alexandre Aja. Aja fez até hoje apenas 12 filmes, mas é cultuado no cinema independente, mas por suas incursões em filmes de tensão do que por dramas mais elaborados ou sensíveis.

A NONA VIDA DE LOUIS DRAX é uma surpreendente história sobre um menino cuja vida é marcada por acidentes horríveis que sempre o colocaram muito perto da morte. O mais recente deles (que abre o filme) vê ele cair (ou ser empurrado) de um penhasco altíssimo, sendo encontrado pelos médicos à beira da morte, com inúmeras fraturas e lesões internas.

A narrativa que usa de tons quase documentais, mostra um médico se interessar pelo caso do menino Louis Drax, principalmente quando vê sofrendo a mãe belíssima de Louis, a sedutora e enigmática Natalie (a atriz canadense Sarah Gadon, em seu melhor trabalho). O menino, em estado de coma, luta pela vida, enquanto o Dr. Allan Pascal (Jamie Dornan) tenta entender o que houve e a vida daquela criança tão sofrida.

A primeira surpresa do filme é que mesmo em coma, o personagem de Louis Drax (o menino Alden Longworth) conduz a narrativa, evocando memórias, contando suas fantasias, rememorando as sessões de terapia com o ótimo Dr. Balofo Perez (como Drax chama o personagem de Oliver Platt), tendo saudades do Pai (Aaron Paul de BREAKING BAD, suspeito de ter empurrado o menino) e convivendo com criaturas marinhas imaginárias ou reais.

Neste ponto, Aja ousa bastante. Seu filme tem sequencias inteiras de realismo mágico, algo meio O LABIRINTO DE FAUNO, de Guillermo del Toro. Mas são passagens visualmente instigantes e que conseguem se inserir na trama com naturalidade.

Quando o espectador acha que o filme tomou seu caminho definitivo, nova guinada. Entram em cena os policiais que investigam o ocorrido no penhasco com o menino Drax. A Detetive Dalton (Molly Parker, ótima) e o Detetive Elliot (Terry Chen) apertam os suspeitos ao máximo para desvendar o mistério. E, para complicar ainda mais surge a avó paterna chorosa (Barbara Hershey) e cheia de suspeitas.

É quase um terceiro filme dentro do filme. A história vira um thriller no modelo “whodunnit?”

A marca maior do filme de Alexandre Aja é sua originalidade. Seja como drama, como realismo fantástico ou como thriller ele não perde a atenção do espectador.

É um filme bom de se ver.

Yesterday, looking at the Amazon Prime Video films, I came across THE 9TH LIFE OF LOUIS DRAX, by French filmmaker Alexandre Aja. Aja has only made 12 films to date, but he is adored in independent cinema, but for his forays into high-tension films rather than more elaborate or sensitive dramas.

THE 9TH LIFE OF LOUIS DRAX is a surprising story about a boy whose life is marred by horrible accidents that have always brought him very close to death. The most recent one (which opens the film) sees him fall (or be pushed) off a very high cliff, only to be found by doctors on the verge of death, with numerous fractures and internal injuries.

The narrative that uses almost documentary tones, shows a doctor taking an interest in the case of the boy Louis Drax, especially when he sees Louis’ beautiful mother suffering, the seductive and enigmatic Natalie (Canadian actress Sarah Gadon, in her best work ). The boy, in a coma, fights for life, while Dr. Allan Pascal (Jamie Dornan) tries to understand what happened and the life of that child who suffered so much.

The film’s first surprise is that even in a coma, the character of Louis Drax (the boy Alden Longworth) drives the narrative, evoking memories, recounting his fantasies, reminiscing about therapy sessions with the great Dr. Fat Perez (as Drax calls the character Oliver Platt), missing his Father (Aaron Paul from BREAKING BAD, suspected of pushing the boy) and living with imaginary or real sea creatures.

At this point, Aja is quite daring. Your film has entire sequences of magical realism, something like PAN’S LABYRINTH, by Guillermo del Toro. But they are visually provocative passages that manage to insert themselves into the plot with ease.

When the viewer thinks the film has taken its definitive path, another turn. Enter the police officers who are investigating what happened on the cliff with the boy Drax. Detective Dalton (Molly Parker, great) and Detective Elliot (Terry Chen) squeeze the suspects as hard as possible to unravel the mystery. And to make things even more complicated, the weeping and suspicious paternal grandmother (Barbara Hershey) emerges.

It’s almost a third movie within the movie. The story becomes a thriller in the model “whodunnit?”

The greatest mark of Alexandre Aja’s film is its originality. Whether as a drama, fantastical realism or a thriller it doesn’t lose the viewer’s attention.

It’s a good movie to watch.

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