KIMI: ALGUÉM ESTÁ ESCUTANDO – Soderbergh Segue Fazendo Filmes Originais em Trama de Assustadora Realidade

KIMI, o mais recente filme de Steven Soderbergh (disponível no HBO MAX) é um thriller de atualidade bastante assustadora.

Um moça que sofre de agorafobia (aquela síndrome de pânico caracterizada por não conseguir sair de casa), muito agravada neste período de pós-pandemia, trabalha como analista de gravações de uma assistente virtual chamada KIMI (uma concorrente da Alexa ou da Siri).

Certo dia, Angela Childs (Zoe Kravitz, a filha mais famosa de Lenny Kravitz, em alta no cinema, onde vai viver a Mulher Gato no novo BATMAN) se depara com o que parece ser a gravação acidental de uma agressão a uma mulher.

Impactada, ela usa todos os recursos tecnológicos e cibernéticos para descobrir de quem era aquela voz e em que aparelho foi gravada. Esbarrando em todas as burocracias de sua empresa (ótima a participação de Rita Wilson (como a encarregada da ouvidoria, Natalie Chowdhury) ela recorre a amigos hackers e chega à assustadora realidade: a KIMI gravara um feminicídio.

A rotina quadrada de uma mulher que não sai de casa se altera radicalmente: ela vai à luta para desvendar o caso, enquanto é perseguida por assassinos contratados para silenciá-la, antes que o assunto venha a público.

Soderbergh, desde sua estreia em SEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPES é um cineasta diferenciado. Mesmo quando ele faz filmes bem quadrados, o talento dele garante entretenimento nota dez.

KIMI é um divertido exercício de cinema da modernidade. Há as questões das assistentes virtuais, um elemento cada vez mais presente na vida das pessoas (o que será que elas registram?), os limites da privacidade, voyeurismo, síndrome do pânico, pandemia, máscaras, isolamento social, ganância, IPO de grandes empresas e por aí vai.

Acima de tudo KIMI é bem divertido de se ver. São apenas 89 minutos em que Soderbergh nos mostra como fazer cinema com inteligência. Ela sabe como poucos.

KIMI, Steven Soderbergh‘s latest film (available on HBO MAX) is a very scary present-day thriller.

A young woman who suffers from agoraphobia (that panic syndrome characterised by not being able to leave the house), greatly aggravated in this post-pandemic period, works as a recording analyst for a virtual assistant named KIMI (a competitor of Alexa or Siri).

One day, Angela Childs (Zoe Kravitz, Lenny Kravitz‘s most famous daughter, up at the movies, where she will play Catwoman in the new BATMAN) comes across what appears to be an accidental recording of an assault on a woman.

Impacted, she uses all technological and cybernetic resources to find out whose voice it was and on what device it was recorded. Bumping into all the bureaucracy of her company (great participation of Rita Wilson (as the head of the ombudsman, Natalie Chowdhury) she turns to hacker friends and arrives at the frightening reality: KIMI had recorded a female murder.

The square routine of a woman who doesn’t leave the house changes radically: she struggles to solve the case, while being pursued by assassins hired to silence her, before the matter becomes public.

Soderbergh, since his debut in SEX, LIES AND VIDEOTAPES has been a distinguished filmmaker. Even when he makes very square films, his talent guarantees top-notch entertainment.

KIMI is a fun exercise in modern cinema. There are the issues of virtual assistants, an element increasingly present in people’s lives (what do they really register?), the limits of privacy, voyeurism, panic syndrome, pandemic, masks, social isolation, greed, IPO of large companies and so on.

Overall KIMI is really fun to look at. It’s only 89 minutes in which Soderbergh shows us how to make smart cinema. He knows like few others.

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