MAGNUM 44: Inspetor Dirty Harry (Clint Eastwood) Mostra Suas Armas

O personagem do Inspetor de polícia de São Francisco Harry Callahan foi interpretado por Clint Eastwood em cinco filmes: PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (DIRTY HARRY, 1971), de Don Siegel; MAGNUM 44 (MAGNUM FORCE, 1973), de Ted Post; SEM MEDO DA MORTE (THE ENFORCER, 1976), de James Fargo; IMPACTO FULMINANTE (SUDDEN IMPACT, 1983), de Clint Eastwood; e DIRTY HARRY NA LISTA NEGRA (THE DEAD POOL, 1988), de Buddy van Horn.

Há outros filmes que Eastwood estrelou com policiais violentos que não Harry, o sujo: MEU NOME É COOGAN (COOGAN’S BLUFF, 1968), de Don Siegel, ROTA SUICIDA (THE GAUNTLET, 1977), de Clint Eastwood e UM AGENTE NA CORDA BAMBA (TIGHTROPE, 1984), de Richard Tuggle.

Curiosamente, na minha opinião o Xerife Coogan de MEU NOME É COOGAN e o Detetive Wes Block, de TIGHTROPE estão entre os melhores trabalhos daquela fase da carreira de Eastwood.

Mas Harry Callahan, conhecido como Harry, o sujo (Dirty Harry) marcou época com um tira de métodos violentos, uma Magnum 44 destruidora e frases de efeito: “Go Ahead, Make my Day!”(“Vá em frente, faça meu dia.”com a Magnum 44 apontada para a cabeça de um criminoso) ou “Nothing Wrong With Shooting, As Long As The Right People Get Shot.” (“Não há nada errado em atirar, desde que você atire nas pessoas certas.”)

Esta postura reacionária de Dirty Harry marcou muito a carreira de Eastwood, que era odiado pelos críticos de cinema da década de 70. Justiça seja feita: Harry também era sexista (“O que uma garota tem que fazer para ir para a cama com você? Tente bater na minha porta”) e homofóbico, algo meio tolerado naquela época.

A guinada na carreira de Clint Eastwood veio com os filmes que ele dirigiu. Alguns sem estrelar (BIRD, 1988), sobre Charlie Parker ou SOBRE MENINOS E LOBOS (MYSTIC RIVER, 2003), outros acumulando direção e o trabalho de ator CORAÇÃO DE CAÇADOR (WHITE HUNTER BLACK HEART, 1990) e MENINA DE OURO (MILLION DOLLAR BABY, 2004).

Outra faceta fascinante da carreira de Clint Eastwood são seus westerns. Formado na mão do mestre Sergio Leone (POR UM PUNHADO DE DÓLARES, POR UNS DÓLARES A MAIS e TRÊS HOMENS EM CONFLITO), anos mais tarde ele dirigiu três westerns maravilhosos: JOSEY WALES, O FORA DA LEI (1976), O CAVALEIRO SOLITÁRIO (PALE RIDER, 1985) e a obra prima OS IMPERDOÁVEIS (THE UNFORGIVEN, 1992). Cinema de primeira qualidade.

Ontem à noite, revi MAGNUM 44. É um filme datado. Envelheceu muito. Está longe de figurar nos melhores trabalhos de Clint Eastwood.

Um grupo de jovens policiais de São Francisco é reunido para executar mafiosos e cafetões impunes por questões legais invocadas por seus caros advogados. Um mau ponto de partida para o roteiro, curiosamente escrito pelo competente John Milius.

Eu tenho uma admiração tão grande por Clint Eastwood, que posso aplicar a ele a frase clássica que se diz sobre Woody Allen ou, antes disso, para Alfred Hitchcock: “os filmes dele são tão maravilhosos que mesmo um mau filme dele é ótimo de se ver.”

Foi o que eu senti, revendo MAGNUM 44.

The character of San Francisco Police Inspector Harry Callahan has been played by Clint Eastwood in five films: DIRTY HARRY(1971), by Don Siegel; MAGNUM FORCE (1973), by Ted Post; THE ENFORCER (1976), by James Fargo; SUDDEN IMPACT (1983), by Clint Eastwood; and THE DEAD POOL (1988), by Buddy van Horn.

There are other films Eastwood has starred in with violent cops other than Dirty Harry: COOGAN’S BLUFF (1968), by Don Siegel, THE GAUNTLET (1977), by Clint Eastwood and TIGHTROPE (1984), by Richard Tuggle.

Interestingly, in my opinion Sheriff Coogan from COOGAN’S BLUFF and Detective Wes Block from TIGHTROPE are among the best works from that phase of Eastwood’s career.

But Harry Callahan, known as Dirty Harry, marked an era with a violent methods cop, a . nervous 44 Magnum and catchphrases: “Go Ahead, Make my Day!” (with the 44 Magnum pointed at a criminal’s head) or “There’s nothing wrong with shooting as long as you shoot the right people.”

This reactionary stance by Dirty Harry marked Eastwood’s career so much, that he was hated by film critics in the 1970s. In fairness: Harry was also sexist (“What’s a girl gotta do to get into bed with you? Try knocking on my door”) and homophobic, something that was kind of tolerated back then.

The turning point in Clint Eastwood‘s career came with the films he directed. Some without starring (BIRD, 1988), about Charlie Parker or MYSTIC RIVER (2003), others accumulating directing and the work of actor WHITE HUNTER BLACK HEART (1990) and MILLION DOLLAR BABY (2004).

Another fascinating facet of Clint Eastwood‘s career is his westerns. Formed in the hand of the master Sergio Leone (FOR A FISTFULL OF DOLLARS, FOR A FEW DOLLARS MORE and THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY), years later he directed three wonderful westerns: JOSEY WALES (1976), PALE RIDER (1985) and the masterpiece THE UNFORGIVEN (1992). Top notch cinema.

Last night I watched MAGNUM FORCE. It’s a dated movie. It aged a lot. It’s far from one of Clint Eastwood’s best works.

A group of young San Francisco police officers is assembled to execute mobsters and pimps awarded with impunity for legal issues invoked by their high cost lawyers. A bad starting point for the script, curiously written by the competent John Milius.

I have such great admiration for Clint Eastwood that I can apply to him the classic phrase that is said about Woody Allen or, before that, to Alfred Hitchcock: “his movies are so wonderful that even a bad movie of his is great to see.”

That’s what I felt, reviewing MAGNUM FORCE.

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