DEAD FOR A DOLLAR: Walter Hill Cria Western com Tiros, Caçadores de Recompensas, Amores, Duelos e Ótimos Diálogos e Personagens

Ontem aluguei na Apple TV+ o recentíssimo western dirigido pelo veterano Walter Hill (80 anos), intitulado DEAD FOR A DOLLAR.

Hill dirigiu alguns dos filmes icônicos da minha juventude, como WARRIORS, OS SELVAGENS DA NOITE e RUAS DE FOGO. É um cineasta diferente.

DEAD FOR A DOLLAR conta a história de um caçador de recompensas (bounty hunter), Max Bourlund (outro trabalho excelente de Christoph Waltz) que é contratado por um marido rico (Hamish Linklater) para encontrar e trazer de volta sua esposa (Rachel Brosnahan), supostamente raptada por um soldado negro desertor do exército (Brandon Scott).

Ao aceitar a missão, Max recebe um auxiliar designado pelo exército, o soldado negro Poe(Warren Burke, ótimo) e os dois saem rumo ao México atrás da imprevisível Rachel Price.

Dois outros personagens completam o quadro de protagonistas do western de Hill: o pistoleiro Joe Cribbons (Willem Dafoe extraordinário), capturado por Max anos trás e Tiberio Vargas (Benjamin Bratt, incrível), um barão mexicano que tem um exército particular de bandoleiros.

Os fatos vão se revelando totalmente diferentes do que pareciam ser. Novas alianças e inimizades são formadas. E haja tiroteio por aí.

Eu sempre gostei da forma de Hill filmar. Acho que ele constrói narrativas de forma maravilhosa. Sabe como poucos integrar a trama ao cenário e inserir diálogos maravilhosos: “Quem é você?” “Sou o homem com a arma.”

O western é um dos gêneros cinematográficos por excelência: a violência onipresente se conflita com códigos de valores de homens extraordinários que convivem com vilões corruptos e sanguinários. Um prato cheio.

O filme de Hill ainda se dá ao luxo de inserir temas modernos, como o racismo estrutural e o tratamento abusivo sofrido pelas mulheres que ousam ter vontade própria. Estes temas fazem personagens crescer no filme admiravelmente.

Mas tudo acaba em duelos em ruas vazias e empoeiradas. Ali vamos ver quem são os homens (e as mulheres) de verdade.

Alguém escreveu que daqui a alguns anos vamos valorizar muito mais DEAD FOR A DOLLAR.

Eu já achei um filmaço agora.

Yesterday I rented on Apple TV+ the very recent western directed by veteran Walter Hill (80 years old), entitled DEAD FOR A DOLLAR.

Hill directed some of the iconic films of my youth, such as WARRIORS and STREETS OF FIRE. He’s a different filmmaker.

DEAD FOR A DOLLAR tells the story of a bounty hunter Max Bourlund (another excellent work by Christoph Waltz) who is hired by a wealthy husband (Hamish Linklater) to find and bring back his wife (Rachel Brosnahan). , allegedly kidnapped by a deserting black soldier (Brandon Scott).

Upon accepting the mission, Max receives an army-assigned auxiliary, black soldier Poe (Warren Burke, great) and the two head to Mexico in search of the unpredictable Rachel Price.

Two other characters complete the cast of characters in Hill’s western: gunslinger Joe Cribbons (Willem Dafoe extraordinaire), captured by Max years ago, and Tiberio Vargas (Benjamin Bratt, amazing), a Mexican baron who has a private army of bandits.

The facts turn out to be totally different from what they seemed to be. New alliances and enmities are formed. And there’s a lot of shooting out there.

I’ve always liked Hill’s way of filming. I think he builds narratives wonderfully. He knows like few others to integrate the plot into the setting and insert wonderful dialogues: “Who are you?” “I’m the man with the gun.”

The western is one of the cinematographic genres par excellence: the ubiquitous violence conflicts with the codes of values ​​of extraordinary men who coexist with corrupt and bloodthirsty villains. A full plate.

Hill’s film still has the luxury of inserting modern themes, such as structural racism and the abusive treatment suffered by women who dare to have a will of their own. These themes make characters grow in the film admirably.

But it all ends up in duels on empty and dusty streets. There we will see who the real men (and women) are.

Someone wrote that in a few years we will value DEAD FOR A DOLLAR much more.

I’ve already found a great film right now.

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