GUARDA COSTAS (BODYGUARD), série da BBC em 6 episódios  – que a NETFLIX já adquiriu e promete colocar em seu catálogo a partir de 24 de outubro – conseguiu 11 milhões de espectadores na noite de exibição de seu capítulo final, em um domingo à noite, igualando-se a DOWNTON ABBEY, nas telinhas britânicas.

A série narra a história de David Budd, um veterano da Guerra do Afeganistão, que recebe a missão de ser o Guarda Costas da Secretária de Estado Julia Montague (uma espécie de Ministra do Interior do Governo Inglês).

Ele é o ator escocês Richard Madden (GAME OF THRONES, ATENTADO EM PARIS e LADY CHATTERLEY’S LOVER), um ascendente jovem das telas e palcos britânicos. Ela é a atriz inglesa Keeley Hawks, vista em MORTE NO FUNERAL e EFEITO DOMINÓ. Madden fez tanto sucesso como David que seu nome passou a ser cogitado para o novo 007 James Bond.

Defensora de uma política rígida e de confronto contra o terrorismo e de dureza frente aos imigrantes, a Secretária consegue múltiplos inimigos externa e internamente, colocando sua vida permanentemente em risco.

Por sua vez, David vive uma separação dolorosa da ex-mulher (a excelente Sophie Rundle, de PEAKY BLINDERS e AN INSPECTOR CALLS), que raramente lhe permite ver os dois filhos poequenos e ainda as consequencias físicas e emocionais de sua passagem pela guerra do Afeganistão.

O encontro dos dois personagens, em um cenário político explosivo cria uma série realmente diferenciada em matéria de emoção e suspense, deixando o espectador permanentemente em tensão.

Neste particular, o criador de O GUARDA COSTAS, Jed Mercurio (igualmente responsável pela ótima LINE OF DUTY) acertou no alvo ao fazer duas cenas antológicas de suspense – uma no primeiro capítulo e outra no capítulo final – baseadas no medo do terror que assalta justificadamente todas as sociedades modernas. Vão ser lembradas por muito tempo.

Outro ponto alto de O GUARDA COSTAS é criar um segundo foco de tensão, a partir das intrigas internas do governo. O jogo político de alianças e traições e sua falta de limites legais, éticos e pessoais é exposto de uma forma impressionante, digna de um drama político de primeira linha.

O GUARDA COSTAS não faz concessões para acomodar seus personagens em estereótipos agradáveis ao espectador, deixando os incômodos próprios das contradições e hesitações de cada protagonista fluirem com o desenrolar da história. Mocinhos e vilões? Fique livre para escolher os seus.

 

The 6-episode BBC TV series (BODYGUARD) – which NETFLIX has already acquired and promises to put into its catalog from October 24 – drew 11 million viewers in its final episode on Sunday evening, matching DOWNTON ABBEY, on the UK screens.

The series tells the story of David Budd, a veteran of the Afghan War, who is assigned the task of being the Bodyguard of Secretary of State Julia Montague (a kind of Minister of Internal Affairs of the English Government).

He is the Scottish actor Richard Madden (GAME OF THRONES and LADY CHATTERLEY’S LOVER), a young ascendant of the screens and British stages. She is the English actress Keeley Hawks, seen in DEATH IN THE FUNERAL and THE DOMINO EFFECT. Madden achieved so great success as David that his name is now in several lists for the new 007 James Bond.

Defending a rigid policy and confrontation against terrorism and harshness towards immigrants, the Secretary gets multiple enemies both externally and internally, putting her life permanently at risk.

In his turn, David lives a painful separation from his ex-wife (the excellent Sophie Rundle, from PEAKY BLINDERS and AN INSPECTOR CALLS), who rarely allows her to see both her sons and the physical and emotional consequences of his Afghanistan period.

The encounter of the two characters, in an explosive political scene creates a really differentiated series in the matter of emotion and suspense, leaving the spectator permanently in tension.

In this regard, the creator of BODYGUARD, Jed Mercurio (also responsible for the great LINE OF DUTY) hit the target by doing two anthological scenes of suspense – one in the first chapter and another in the final chapter – based on the fear of terror that justifiably assaults all modern societies. They will be remembered for a long time.

Another highlight of BODYGUARD is to create a second focus of tension, from the internal intrigues of the government. The political game of alliances and betrayals and their lack of legal, ethical, and personal boundaries is exposed in an impressive way, worthy of a top-notch political drama.

BODYGUARD makes no concessions to accommodate its characters in stereotypes pleasing to the spectator, leaving the troubles themselves to the contradictions and hesitations of each protagonist to flow with the unfolding of history. Good guys and bad guys? Be free to choose yours.