MANGLEHORN: Al Pacino e Holly Hunter Fazem Drama Comovente Sobre o Vazio e a Perda

MANGLEHORN (2014), de David Gordon Green (JOE, um filme interessante com Nicholas Cage) é um drama rasgado sobre a vida vazia de pessoas sem brilho em uma comunidade pobre do Texas. Manglehorn é um chaveiro que vive sozinho curtindo a dor de ter perdido o grande amor de sua vida pelos seus crescentes intolerância e mau humor.

Al Pacino (então com 74 anos) é um ator de tal nível que mesmo com um personagem menor, segura a barra de conduzir o filme, estando presente em quase cem por cento das cenas. Ao lado dele, uma sempre notável Holly Hunter (Oscar de Melhor Atriz por O PIANO) fazendo uma esperançosa caixa de banco cuja solidão extrema não afasta um discurso otimista sobre a vida.

A maior alegria da vida de Manglehorn é seu gato – companheiro único e permanente de todas as noites – que proporciona um dram ao engolir uma pequena chave e precisar ser operado. O chaveiro ainda tem um filho (o ótimo Chris Messina, de SHARP OBJECTS da HBO) que saiu de casa para ser um operador financeiro e ter uma vida grandiosa, mas caiu em desgraça separando-se da esposa e filha e vivendo sobresaltado por uma investigação federal que lhe atormenta ainda mais a fria e distante relação com o pai.

A maior distração de sua vida é escrever cartas de saudades para Clara ( o amor que se perdeu), lidas em voiceover em um tom nostálgico, triste e quase de despedida.

A vida destes tipos desvalidos vai sendo levada à espera da morte, ora se alegrando com pequenas coisas (um mímico que faz números em um parque de crianças ou o fato do gato voltar a comer bem), ora se desespera por reveses igualmente minúsculos como o aumento de preços no buffet de panquecas que frequentam).

MANGLEHORN (disponível no HULU, Amazon Prime e Itunes) é o que os críticos chama de estudo de personagem, tão centrado que é no chaveiro Manglehorn. O problema é que nada acontece de muito interessante na vida dele durante a narrativa do filme.

Como resultado, o filme fica comum e bem aquém do talento superior do ator principal. Isto não impede que ele se permita uma última cena maravilhosa – pelo lirismo e poesia – que dá um, certo sopro de vida para personagens tão desesperançados.

MANGLEHORN (2014) by David Gordon Green (JOE, an intriguing film with Nicholas Cage) is a strong drama about the empty life of people in a poor Texas community. Manglehorn is a lockersmith that lives alone enjoying the pain of having lost the great love of his life for his growing intolerance and bad mood.

Al Pacino (then 74 years old) is an actor of such a level that even with a minor character, holds the bar to drive the film, being present in almost one hundred percent of the scenes. Next to him, an always-outstanding Holly Hunter (Oscar for Best Actress for THE PIANO) making a hopeful bank teller whose extreme solitude does not dispel an optimistic speech about life.

The greatest joy in Manglehorn’s life is his cat – a unique and permanent companion of every night – who delivers a drama by swallowing a small key and needing to be operated. The main character still has a son (the great Chris Messina, from SHARP OBJECTS) who left home to be a financial trader and have a great life, but fell disgraced separating himself from his wife and daughter and living startled by a federal government investigation that disturbs the cold and distant relationship with his father.

The greatest distraction of Manglehorn’s life is writing letters of longing for Clara (the love that he lost), read in voiceover in a nostalgic, sad and almost farewell tone.

The life of these underprivileged people is being kept waiting for death, sometimes rejoicing with small things (a mime who makes numbers in a children’s park or the fact that the cat returns to eat well), sometimes despairs of setbacks such as the small price increase in the pancakes buffet they frequent).

MANGLEHORN (available on HULU, Amazon Prime and Itunes) is what critics call a “character study”, so focused that it’s on the Manglehorn. The problem is that nothing very interesting happens in his life during the film’s narrative.

As a result, the film gets commonplace and well short of the top talent of the lead actor. This does not stop it from allowing one last marvelous scene – by its lyricism and poetry – that gives a certain breath of life to characters so hopeless.

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