AMOR A TODA PROVA: Dramedy (Muito) Competente e Subvalorizada

O cinema americano sabe muito como fazer uma comédia dramática, aquele filme em que temos uma história com muitos momentos cômicos, mas que volta e meia apresenta cenas dramáticas, seja abertamente contundente, seja aquele tipo de piada que deixa um gosto amargo no estômago. Até criaram um neologismo para designar este tipo de filme: dramedy (misto de drama e comédia).

Em 2011, os produtores, roteiristas e cineastas John Requa e Glenn Ficarra se reuniram para rodar AMOR A TODA PROVA (CRAZY, STUPID, LOVE), uma dramedy com elenco estelar e um roteiro inspiradíssimo do ótimo Dan Fogelman (3 indicações ao EMMY). O filme ainda foi indicado para o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical (Ryan Gosling).

Steve Carell (ótimo), Juliane Moore (luminosa), Ryan Gosling (talvez em seu melhor trabalho), Emma Stone, Marisa Tomei, Kevin Bacon, John Carol Lynch, Jonah Bobo, Joey King e Analeig Tipton compõem um cast soberbo, tanto para as situações cômicas quanto para as dramáticas.

Um homem de meia idade é surpreendido pela esposa que anuncia que quer se divorciar, depois de décadas de convivência. Então se vê solteiro e passa a ter “lições” com um womanizer sobre como conquistar mulheres na noite. Mas na sua cabeça só o que permanece é o desejo de reconquistar sua amada.

A situação dá uma guinada inesperada quando o “conquistador”se apaixona perdidamente por uma jovem, que vem a ser a filha mais velha do “aluno”.

O filme explora com talento, criatividade e inteligência as situações cômicas e dramáticas que a história lhe proporciona, criando “gags” antológicas (quem pode usar tênis, a professora do filho abandonada e os nudes da vizinha babysitter), que convivem harmonicamente com relexões (algumas dolorosas) sobre a crise da meia idade, a dificuldade de envelhecer, a frieza das relações amorosas rotineiras, o despertar da sexualidade, e vários outros.

Acho o filme CRAZY, STUPID, LOVE um filme subvalorizado. É daqueles produtos de entretenimento tão bem concebidos e realizados que não somente pode ser visto inúmeras vezes, como sempre deixa alguma reflexão profunda ao espectador interessado em algo mais do que rir (muito). Vale muito a pena ver e rever.

Hollywood knows a lot about how to make a dramatic comedy, that movie in which we have a story with a lot of comic moments, but every now and then it presents dramatic scenes, whether it’s blunt, or that kind of joke that leaves a bitter taste in stomach. They even created a neologism to designate this kind of movie: dramedy.

In 2011, producers, screenwriters, and filmmakers John Requa and Glenn Ficarra came together to shoot CRAZY, STUPID, LOVE, a stellar drama and an inspirational screenplay of the great Dan Fogelman (EMMY nominee three times). The film was even nominated for a Golden Globe for Best Comedy or Musical Actor (Ryan Gosling).


Steve Carell (great), Juliane Moore (luminous), Ryan Gosling (maybe in his best work), Emma Stone, Marisa Tomei, Kevin Bacon, John Carol Lynch, Jonah Bobo, Joey King and Analeig Tipton make up a superb cast, both in comic and dramatic situations.

A middle-aged man is surprised by his wife who announces that she wants to divorce after decades of cohabitation. Then she finds himself single and has “lessons” with a womanizer on how to win women in the night. But in his mind all that remains is the desire to win back your beloved.

The situation takes an unexpected turn when the “conqueror” falls madly in love with a young woman who becomes to be the eldest daughter of the “student”.

The film explores with talent, creativity and intelligence the comic and dramatic situations that the story gives it, creating anthological “gags” (who can wear sneakers, the abandoned teacher of the son and the nudes of the neighbor babysitter), which harmoniously coexist with (some painful) reflections on the midlife crisis, the difficulty of aging, the coldness of routine wedding, the awakening of sexuality, and many others.

I think the movie CRAZY, STUPID, LOVE an undervalued movie. It is one of those entertainment products so well designed and realized that not only can it be seen countless times, but it always leaves some deep thought for the viewer interested in something more than laughing (a lot). It’s very worth seeing and reviewing.

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