BOSCH Temporada Final: Nostálgico, Contundente, Maravilhoso e Atual

Pois a série flagship da AMAZON PRIME, BOSCH chegou a sua temporada final. É inevitável para o fã do Detetive Harry Bosch assistir estes oito últimos capítulos com uma certa nostalgia, uma saudade do que ainda não terminou. Mesmo que já esteja anunciado o spinoff pela própria AMAZON.

Harry Bosch é uma magnífica criação do escritor Michael Connelly (que aparece numa mesa de bar próximo ao final do último capítulo). Trata-se de um policial de passado traumático (a mãe prostituta foi cruelmente assassinada e ele migrou de orfanato em orfanato), workaholic e com uma obsessão por justiça (principalmente para iOS desvalidos) muito acima do normal. “Todo mundo conta. Ou ninguém conta”.

Um dos achados da série, sem dúvida, é o trabalho do ator Titus Welliver como BOSCH. É daquelas interpretações tão viscerais que tenho certeza que Welliver nunca mais conseguirá, em outro papel deixar de ser olhado como BOSCH.

O elenco, por sinal, é todo excelente. Amy Aquino, Jamie Hector, Lance Reddick, Troy Evans, Gregory Scott Cummings, Scott Klace, Annie Wersching (voltou a dar o ar da graça neste final), Linda Park, Paul Calderon (ótimo) e Mimi Rogers.

Um capítulo a parte é Maddie Bosch. A filha do detetive, interpretada por Madison Lintz veio crescendo temporada a temporada, é quase um fio condutor deste última season e promete ser o destaque do spinoff. O futuro da humanidade está expresso, esperançoso ou desesperançado nas atitudes de Maddie Bosch, em papel bem mais valorizada que nois livros.

Também gostei bastante do tema da discriminação de gênero pela qual passa a Tenente Grace Billets, vítima de assédio moral por seu obtuso chefe e de bullying por policiais supremacistas brancos que não aceitam a opção sexual dela. A série faz quase uma autópsia (muito competente e contundente) deste verdadeiro tumor nos ambientes de trabalho de que as mulheres são vítimas cotidianas.

As cenas de Bosch e Maddie na sacada de sua casa com uma vista deslumbrante de LA, ao som de magníficos discos de Jazz são antológicas e hipnóticas. Inesquecíveis.

A sétima temporada de BOSCH foi magnífica. Já deixou muitas saudades.

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