I WANT YOUR SEX: Comédia Escrachada Brinca com Fantasias Sexuais e Arte Contemporânea

Olivia Wilde aos poucos vem se tornando um nome importante em Hollywood, especializada em dirigir sua arte contra ícones conservadores sexuais arraigados.

Na série HOUSE, sua Doutora Thirteen, uma linda e brilhante médica bissexual deixava o Doutor Gregory House completamente fora de esquadro em cada conversa. Os primeiros filmes de Olivia oscilaram entre o assertivo (BOOKSMART) e o equivocado (NÃO SE PREOCUPE QUERIDA).

Nesse ano, O CONVITE deu um passo à frente. A interação entre dois casais que conversam sobre fantasias sexuais segue fazendo um enorme sucesso no mundo inteiro, já tendo ultrapassado 50 milhões de dólares de bilheteria, algo impensado para uma produção pequena. Os diálogos entre os quatro protagonistas são dos melhores vistos nas telas neste ano.

Agora Olivia é a protagonista de I WANT YOUR SEX, comédia dirigida por Gregg Araki, um californiano que lhe confia o papel de Erika Tracey, um empresária e artista multimídia cujo trabalho foca todo tipo de objetos e perversões sexuais.

Quem vai cair nas mãos de Erika é o gordinho Eliot Bell (Cooper Hoffman), um jovem desempregado disposto a embarcar nas loucuras e pirações de sua chefe.

O filme não tem meias palavras. Investe forte em brincar com todos os mitos e fantasias sexuais, incluindo sado masoquismo, brinquedos sexuais, posições, fantasias, menages e o que mais Erika puder imaginar.

É um cardápio completo.

As cenas são muito divertidas, principalmente pelas caras que Eliot faz, chocado em suas convicções, mas indo em frente quase sem titubear.

Sobre tempo para o roteiro dar uma brincada com certos dogmas da arte contemporânea, verdades um tanto quanto questionáveis na visão de Olivia e sua turma.

Não é fácil entrar na proposta de I WANT YOUR SEX. Se você comprar o jogo oferecido, tenho certeza de que vai se divertir. Quase tanto como os protagonistas.

E Olivia Wilde segue linda, de roupa preta de borracha ou de terninho marrom e cabelo escovado, como na cena da rádio. Essa menina vai longe.

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